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EM REVISTAENTREVISTAS — LUCIA SANTAELLA: AS NOVAS LINGUAGENS E A EDUCAÇÃO...

Lucia Santaella: As novas linguagens e a educação

Lilian Romão


As tecnologias da comunicação e o mundo digital estão alterando profundamente a dinâmica da vida em sociedade. Sociedade pós-humana, cultural digital, convergência das mídias, linguagem ubíqua, hipermídia, hipertexto. Por mais que esses termos estejam presentes no cotidiano, inclusive na educação, eles são ainda muito nebulosos.


A entrevistada desse mês da Plataforma do Letramento tem lançado, durante toda sua trajetória como pesquisadora, reflexões e profundas análises sobre as linguagens humanas, os meios e suas transformações. Tem acompanhado de maneira muito próxima a relação das tecnologias digitais e suas influências culturais na sociedade. “Ela tem um currículo tão grande que é capaz de travar o navegador de quem o acessa na internet”, disse o ator e apresentador Antônio Abujamra para descrevê-la em sua entrevista no programa Provocações, exibida em junho de 2010 na TV Cultura. 


Natural de Catanduva, interior de São Paulo, Lucia Santaella é uma das pesquisadoras brasileiras com maior reconhecimento no meio acadêmico, não só nacional como mundial. É professora titular no programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica e coordenadora do programa de pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Tem mais de 20 livros publicados, mais de 200 artigos em periódicos nacionais e internacionais. Em 2011, recebeu o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (CBL), pelo livro A ecologia pluralista da comunicação.


O reconhecimento acadêmico e intelectual da professora pós-doutora é inegável, principalmente na área de semiótica e comunicação. Seu último livro, Comunicação ubíqua: repercussões na cultura e na educação, lançado em 2013, traz importantes reflexões e inquietações sobre a área da educação.
Para Santaella, a revolução digital não está apenas transformando os formatos de comunicação. Entre outros aspectos, seus estudos apontam para a necessidade permanente de reflexão sobre as modificações pelas quais o ser humano vem passando em contato com as tecnologias, modificações “não apenas mentais, mas também corporais, moleculares” (SANTAELLA, 2003, p. 31).

Diante desse contexto, o “digital” está criando uma nova linguagem humana, que mistura o visual, o verbal e o sonoro. No que ela chama de mundo pós-humano, a comunicação não depende mais de diferentes suportes, como o papel, a TV, o rádio, pois o ciberespaço se apropria de todas as linguagens anteriores, criando uma identidade própria e lhe dando uma nova configuração.

Quais são os desafios da escola na tentativa de acompanhar tantas mudanças? Como se comunicam, aprendem, interagem os alunos que estão chegando às escolas hoje? Na entrevista a seguir, Lucia Santaella fala das tecnologias da linguagem, das modificações que sofreram ao longo do tempo e dos desafios lançados aos educadores e à escola diante do atual cenário das convergências das mídias, da revolução digital e da relação mutante do humano com a máquina.

Plataforma do Letramento: Que desafios as novas tecnologias impõem aos educadores em sua formação?
Lucia Santaella: Tecnologias que importam para a educação são tecnologias de linguagem. A primeira tecnologia de linguagem é o aparelho fonador, que se instalou em nosso próprio corpo por uma questão de sobrevivência adaptativa da espécie humana. Era essa tecnologia que se empregava nas sociedades tribais para a transmissão das narrativas necessárias à preservação de suas culturas. Um grande avanço se deu com a implantação do alfabeto no mundo grego, quando se instaurou a escrita no mundo ocidental. É devido a isso que estamos lendo os gregos até hoje. Outro avanço ocorreu com a invenção da prensa manual de Gutenberg (em meados do século XV), que possibilitou a criação disto que passamos a chamar de livro: linguagem impressa em folhas sequenciais de papel encadernado. A explosão do livro viria com a revolução industrial no século XIX, que permitiu a aceleração da impressão em máquinas rotatórias. Foi também no século XIX que surgiu o modelo de escola que atravessou uma boa parte do século XX, um modelo cada vez mais adaptado ao desenvolvimento de competências e especializações para atender às necessidades do mercado de trabalho capitalista. Trata-se de um modelo escolar baseado na atomização dos campos do conhecimento e centrado no saber do professor e na transmissão desse saber por meio de exposições orais e livros-textos.
Com o advento do rádio e da televisão, que são meios não apenas noticiosos, mas, sobretudo, de entretenimento, a escola e especialmente o livro começaram a sofrer a competição dessas tecnologias de linguagem mais rápidas e mais afeitas a repertórios de informação médios, inclusive acessíveis a pessoas de baixa escolaridade. Essa competição não chegou a abalar o modelo escolar vigente. Ambos passaram a conviver em paralelo. Foi essa época que viu nascerem processos de ensino complementares via TV educativa, com eficácia bastante discutível. Foi só a partir dos anos 1990, quando a cultura do computador passou a cada vez mais fazer parte da vida da sociedade em geral, que surgiriam as grandes revoluções nas tecnologias de linguagem, com o manancial de desafios que estão trazendo para os modelos tradicionais de educação.


PL: Quais dificuldades de aprendizagem essas novas tecnologias podem ajudar a superar?
LS: As exigências são mais profundas. Estamos assistindo a mudanças não apenas nos suportes das linguagens, mas nos modos de formar das linguagens humanas. Alguns comparam a revolução digital com a revolução de Gutenberg. Grande equívoco. Lá se tratava apenas de uma mudança técnica no registro da escrita, do manual ao reprodutível. A linguagem do nosso tempo, entretanto, é a hipermídia, que não se reduz a uma transformação apenas no seu registro. Antes de tudo, é preciso considerar o grande impacto revolucionário que se deu quando a escrita saltou do papel para a tela eletrônica. Por sua natureza, o computador permite que a escrita se liberte da linearidade sequencial, obrigatória no papel, podendo estruturá-la em nós que se conectam através de links, o que é chamado de hipertexto. Além disso, o computador é uma metamídia, mídia que absorve e deglute todos os tipos de linguagens humanas, de imagens − fixas ou animadas, gráficos, mapas etc. − e também de linguagens sonoras − fala, música, ruído etc. Como se não bastasse, longe de simplesmente somar essas linguagens, o computador as mistura na sua própria morfogênese. Textos, sons e imagens se misturam de maneira inconsútil. Isso é chamado de hipermídia. Os links nos levam não apenas a outros textos, mas a misturas de texto escrito, imagem e som. Ora, as consequências disso não são poucas, pois um novo modo de formar as linguagens implica transformações cognitivas relevantes.


PL: Como o professor pode trabalhar com um público leitor amplamente conectado, diante das novas vivências de letramento e oralidade, incentivado principalmente pelos recursos tecnológicos?
LS: Aqui precisamos colocar alguns pingos nos is. Antes de tudo, não aprovo essa nomenclatura de “letramento”. Sei que é uma tradução do inglês literacy, mas, tanto em inglês como em português, essa terminologia, que contém a palavra “letra”, não esconde seu linguocentrismo. A linguagem das redes e dos aplicativos a que temos acesso de qualquer lugar e a qualquer hora contém letras, mas estas deixaram de ter a exclusividade quase absoluta de que gozavam nos livros. Por que, então, chamar de letramento algo que não tem mais muito a ver com a lógica que é própria das letras? Não se trata aí de mera implicância de uma semioticista. Trata-se, isto sim, de reconhecer que estamos diante de um novo tipo de linguagem humana que é preciso ser encarada sem saudosismo, especialmente nos ambientes de escolaridade. Ligada a essa questão, encontra-se outra que lhe é paralela: a oralidade. Passamos por um período de segunda oralidade bastante proeminente no que foi e continua a ser chamado de cultura de massas, ou seja, o cinema, o rádio e a televisão, quando a oralidade própria da fala emergiu nesses meios de comunicação com uma força notável. Nas redes computacionais, contudo, a oralidade, embora possa estar presente, não é tão forte quanto nos meios de massa. Hoje navegamos pelas redes, sem que diálogos orais estejam necessariamente presentes.

Não tenho receitas prontas para que os professores possam lidar com esses seres humanos cognitivamente transformados que estão nos espaços escolares contemporâneos. Penso, inclusive, que receita não é o que precisamos agora, mas sim de projetos sérios, bem fundamentados e bem planejados, que envolvam as escolas na sua totalidade. Trata-se, como já disse, de se enfrentar uma necessária renovação, uma grande reviravolta no modelo de escolaridade que herdamos do passado.

PL: Quais as principais características da aprendizagem na rede que o professor pode explorar nas práticas de letramento?
LS: Hoje, a educação formal, aquela que se desenvolve nas escolas, tem de aprender a conviver e criar estratégias de complementaridade com aquilo que chamo de aprendizagem ubíqua (SANTAELLA, 2013). É um tipo de aprendizagem que, para obtermos, basta ter um celular nas mãos. Qualquer curiosidade acerca que qualquer tema pode ser saciada instantaneamente, sem a presença de nenhum mestre. Além disso, uma vez que os equipamentos móveis estão também conectados a redes de relacionamento, pode-se contar com a colaboração de amigos mais sabidos sobre o assunto quando surgem dúvidas. Já existem projetos para incorporar esse tipo de aprendizagem aos planejamentos da educação formal. Isso não significa que a escola deva abdicar de suas estruturas mais sistemáticas de aprendizagem, confiando à aprendizagem ubíqua tarefas que não podem deixar de ser suas. As novas tecnologias estão aí para enriquecer os processos de aprendizagem. Estamos em época de somar e não de diminuir. Ademais, é preciso levar em conta que a aprendizagem ubíqua é dispersiva, descontínua. Se ela não for complementada com processos mais sistemáticos, ninguém se especializa em coisa nenhuma.

PL: Quais estratégias o professor pode usar para formar leitores fluentes no hipertexto ou com base no hipertexto?
LS: Os alunos já estão formados nesse modo de ler. Praticam a todo instante, desde a mais tenra infância, antes da alfabetização já são exímios na arte de tocar as telas em busca de infotenimentos que lhes interessam. Reconhecem os ícones, as pistas, os movimentos, antes que tenham qualquer familiaridade com as letras do alfabeto. O desafio da escola hoje é outro: que os saltos de galho em galho próprios das redes sejam neutralizados pelos exercícios de paciência, sem os quais não há aprendizagem duradoura.

Referências:
SANTAELLA, Lucia. Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-moderno. Revista Famecos, Porto Alegre, dez. 2003, p. 23-32.

______. Comunicação ubíqua: repercussões na cultura e na Educação. São Paulo: Paulus, 2013.


Conferência proferida pela Prof.ª Dr.ª Lucia Santaella (PUC/SP) durante o 4º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação. Recife, nov. 2012. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vzlhvVHLE1s. Acesso em: 28 ago. 2014.

Assista aqui à entrevista de Lucia Santaella no programa Provocações, da TV Cultura. 

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COMENTÁRIO(S)
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DANIELDANIEL disse em 18/06/2017 21h03
Santaella é sem dúvida uma artista quando fala em linguagem das redes, nos meus trabalhos da faculdade sou muito feliz em vivenciar a sua experiência, e por que não falar de sua inteligência. Mês passado, quando fui trabalhar resumo com os alunos, com foco na interpretação textual, levei um jornal do dia para realizarmos tal atividade, mas notei que alguns alunos não estavam dando atenção ao exercício. Daí passei em cada cadeira perguntando como estavam, um aluno chegou e disse que não queria fazer, achava muito chato e ultrapassado o uso do jornal. Disse-lhe que o jornal era uma fonte rica em informações, mas pensando bem, e adianto que não saiu da minha cabeça aquele dizer, daquele aluno, havia de fato uma meia razão. Talvez se eu trabalhasse o jornal online, teria sido muito mais curioso para os alunos realizar aquela atividade.A linguagem das redes por ser recente causa-nos um certo estranhamento em utilizá-la. Mediante este fato. temos que parar pra pensar que temos que reorganizar nossas aulas e adaptá-las ao mundo virtual.
IVONILDEIVONILDE disse em 16/02/2017 17h04
Olá, por favor, cito essa entrevista na minha dissertação de mestardo. Mas não entendi como posso referenciar... Como faço isso? Qual a edição e a data? Não achei aqui
ROSANGELA MARIAROSANGELA MARIA disse em 09/07/2016 09h47
Reinvenção da escola seria o termo (Candau, 2013). É necessário mudanças no Projeto Político Pedagógico e nos planos dos professores, para que haja um trabalho efetivo. E se faz necessário, pois as tecnologias estão aí, se instalaram e fazem parte do dia-a-dia das pessoas. Não dá mais para pensar no mundo sem esse avanço e a escola continua no século passado. (Moreira & Candau, orgs. Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis, RJ, Vozes, 2013.)
ROSANGELA MARIAROSANGELA MARIA disse em 09/07/2016 09h47
Reinvenção da escola seria o termo (Candau, 2013). É necessário mudanças no Projeto Político Pedagógico e nos planos dos professores, para que haja um trabalho efetivo. E se faz necessário, pois as tecnologias estão aí, se instalaram e fazem parte do dia-a-dia das pessoas. Não dá mais para pensar no mundo sem esse avanço e a escola continua no século passado. (Moreira & Candau, orgs. Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis, RJ, Vozes, 2013.)
FERNANDA RAQUEL DE CARVALHOFERNANDA RAQUEL DE CARVALHO disse em 06/07/2016 22h04
O artigo apresentado promove muitas reflexões sobre a tecnologia no contexto social e educacional. Torna-se um grande desafio ensinar diante de tantos recursos tecnológicos, e sua aplicação no processo de ensino aprendizagem. Como podemos atrair a atenção desses alunos que se vislumbram diante dos inúmeros aplicativos de celulares? Esse questionamento requer planejamento, e estratégias diversificadas, no qual a tecnologia deve ser usada como uma ferramenta para enriquecer as nossas aulas, e complementar os conhecimentos dos nossos alunos. Afinal as informações, estão em todos os lugares, na palma de nossas mãos, através de um “click”. Infelizmente muitos alunos utilizam a tecnologia de forma indevida, mas cabe a nós “direcionarmos” o uso dessa ferramenta a serviço da aprendizagem.
FERNANDA RAQUEL DE CARVALHOFERNANDA RAQUEL DE CARVALHO disse em 06/07/2016 22h04
O artigo apresentado promove muitas reflexões sobre a tecnologia no contexto social e educacional. Torna-se um grande desafio ensinar diante de tantos recursos tecnológicos, e sua aplicação no processo de ensino aprendizagem. Como podemos atrair a atenção desses alunos que se vislumbram diante dos inúmeros aplicativos de celulares? Esse questionamento requer planejamento, e estratégias diversificadas, no qual a tecnologia deve ser usada como uma ferramenta para enriquecer as nossas aulas, e complementar os conhecimentos dos nossos alunos. Afinal as informações, estão em todos os lugares, na palma de nossas mãos, através de um “click”. Infelizmente muitos alunos utilizam a tecnologia de forma indevida, mas cabe a nós “direcionarmos” o uso dessa ferramenta a serviço da aprendizagem.
MARILESMARILES disse em 04/07/2016 08h45
Muito interessante a colocação como devemos ver as novas tecnologias, interação por meio da tecnologia digital uma nova linguagem.
SILVIASILVIA disse em 18/06/2016 14h42
"Uma nova linguagem está sendo criada". Isto diz tudo. Tentamos trabalhar nas escolas o uso das tecnologias, mas enquanto as transformações caminham lentamente a tecnologia avança a velocidade da luz. Concordo plenamente que a aprendizagem ubíqua é dispersiva e descontínua, visto que as crianças e adolescentes se apropriam da tecnologia digital muito rapidamente, mas necessitam de orientação quanto a utilização adequada. O vídeo sobre a invenção do livro é ótimo, consegui acessá-lo em https://http://www.youtube.com/watch?v=7TIwS3eN7II.
ROSIDELMA DA SILVA SARTORIROSIDELMA DA SILVA SARTORI disse em 05/06/2016 23h45
Lucia Santaella é natural de Catanduva próxima a minha Terra Natal Mirassol,Região de São José do Rio Preto.Achei muito importante a entrevista que trata de assuntos pertinentes aos nossos dias atuais onde buscamos nos aperfeiçoar com as novas tecnologias que podemos utilizar em sala de aula. Pena que nem todos nós temos nas escolas salas propicias com equipamentos adequados para desenvolvê-las.Mas estamos justamente através de curso online com a tecnologia que nos une de maneira a encontrar formas adequadas de como trabalhar em sala de aula usando as tecnologias atuais.Gostei muito da fala da Eliane Cristina em seu comentário sobre a entrevista de Lucia Santaella ,quando diz que em suas aulas na Unicamp o prof Rubem Alves nunca deu aulas usando a tecnologia e sim sua sabedoria.Que privilégio ter sido aluna de Rubem Alves.Esse com sabedoria e conhecimento ímpar.Mas temos que nos adaptar ao espaço físico e ao pouco que temos nas escolas e nos apropiar de novos conhecimentos tecnológicos.Lúcia Santaella diz em sua entrevista não gostar do termo Letramento.Estamos nos comunicando através da Plataforma do Letramento.
ELIANE CRISTINAELIANE CRISTINA disse em 02/06/2016 20h25
Não como negar de que a tecnologia é uma ferramenta eficaz, quando bem utilizada, bem trabalhada pelo professor, porém precisamos estar atentos para a realidade das nossas escolas públicas. Ainda não temos estrutura física com bons computadores e uma internet de qualidade. Muitas escolas não têm nem um espaço adequado para informática. Faço bom uso das tecnologias, mas não me limito a pensar que a tecnologia é fundamental para a sala de aula. Ela é uma ferramenta a mais. O professor Rubem Alves nunca nos deu aula na Unicamp usando a tecnologia, apenas a sabedoria.
ANA MARIAANA MARIA disse em 14/05/2016 22h05
Acredito que vamos viver sempre um sintoma de cultura, pois a propria Santaella fala sobre isso em um de seus livros chamdo Corpo e Comunicação, é incrivel, mas nós entramos nesse mundo tecnológico sem percebermos, vivemos as mudanças e nos adaptamos a novas tendências, assim como também utilizamos de técnica antigas para criar coisas novas.
MARTA MARIAMARTA MARIA disse em 25/04/2016 22h03
achei interessante essa visão de como ver, adaptar e ate mesmo usar tecnologias como meio de aprendizagem e criação. acho que a problemática esta em nos educadores, como vamos nos desvincular de métodos arcaicos em meio a tanta informação, interação por meio da tecnologia digital.
JACQUELINEJACQUELINE disse em 22/04/2016 19h36
Bem bacana a entrevista. Gostei da colocação que devemos encarar que a disposição das novas tecnologias nos trouxeram uma nova linguagem (usando o próprio termo dessa linguagem variável: sem 'mimimi' em relação ao passado, afinal, temos que trabalhar com nossa realidade que temos agora). Não consegui ver o vídeo paródia, parece que não está mais disponível. Mas enfim, acho que essa entrevista daria um bom debate para a sala do educador.
MERCIA RENATAMERCIA RENATA disse em 13/04/2016 21h44
Inclusive através da tecnologia estamos todos cursando, cada um de um canto do país. Essa tecnologia que nos une.
MARIAMARIA disse em 10/04/2016 01h33
Um professor deve sempre estudar, buscar novas maneiras de dinamizar seu trabalho e a tecnologia pode nos ajudar muito.
DENISEDENISE disse em 04/04/2016 21h21
Li muitos livros da professora Lucia Santaella, tanto na graduação quanto no mestrado.
MARIA EUNICEMARIA EUNICE disse em 30/08/2014 15h58
Muito pertinente. Trato deste assunto no meu TCC da pós graduação em Metodologia do Ensino Superior.
PLATAFORMAPLATAFORMA respondeu em 02/09/2014 17h03
Que bacana, Maria Eunice! Talvez a entrevista com a Profª Roxane Rojo também possa ajudá-la. Clique no link ao lado para acessar (http://www.plataformadole...etramentos.html).
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