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EM REVISTACOLUNAS — LITERATURA INFANTIL LÚDICA: UMA IMPORTANTE FERRAMENTA PARA A FORMAÇÃO DE LEITORES...

Literatura infantil lúdica: uma importante ferramenta para a formação de leitores

Raimunda Alves Melo*


A literatura infantil é objeto de muitas pesquisas nas últimas décadas. Alguns estudiosos tecem reflexões sobre a importância de estimular a leitura e a escrita e apontam alternativas para orientar os professores a realizar um trabalho mais sistemático e aprofundado com obras literárias voltadas às crianças. Outros discutem o papel da literatura infantil na formação de leitores. Neste texto, apresentamos algumas orientações metodológicas para garantir essa dupla função, pois queremos que a leitura na escola seja marcada por momentos lúdicos e prazerosos no contato das crianças com os textos literários, tendo como consequência o estímulo à alfabetização e ao letramento já nos anos iniciais do Ensino Fundamental.


A literatura infantil sempre esteve e está presente em nossas vidas muito antes da leitura e da escrita, seja por meio das cantigas de ninar, das brincadeiras de roda ou das contações de histórias realizadas pelos familiares. Porém quando as crianças chegam à escola é que a literatura passa a ter o poder de construir uma ligação lúdica entre o mundo da imaginação, dos símbolos subjetivos, e o mundo da escrita, dos signos convencionais impostos pela cultura sistematizada.


Sabemos que a partir do momento em que a criança tem acesso ao mundo da leitura, ela passa a buscar novos textos literários, faz novas descobertas e consequentemente amplia a compreensão de si e do mundo que a cerca. Nesse cenário, professores e coordenadores pedagógicos devem atuar em sintonia, assegurando que o trabalho com a literatura infantil aconteça de forma dinâmica, por meio de práticas docentes geradoras de estímulos e capazes de influenciar de maneira significativa o desenvolvimento de habilidades orais, leitoras e escritoras. A contação diária de histórias é bastante significativa, porque proporciona um momento mágico de valor educativo sem igual na correlação destes três eixos: leitura, escrita e oralidade.


As atividades de leitura devem ocorrer desde os primeiros dias de aula, mesmo com crianças que ainda não conhecem nenhuma letra, pois, por meio da visão e da audição, elas realizam a leitura de ilustrações e acompanham a leitura do texto feita pelo professor. Nessa fase inicial, em contato com os livros, elas aprendem a manuseá-los, a reconhecer suas formas, a perceber a diagramação e iniciam suas experiências com os modos de composição textual.


Uma boa obra literária é aquela que apresenta a realidade de forma nova e criativa, deixando espaço para o leitor descobrir o que está nas entrelinhas do texto. A interação da criança com a literatura possibilita uma formação rica em aspectos lúdicos, imaginativos e simbólicos. O desenvolvimento dessa interação, com procedimentos pedagógicos adequados, leva a criança a compreender melhor o texto e seu contexto.


Com o intuito de formar leitores, a literatura especializada aconselha os professores e a escola a utilizar alguns procedimentos pedagógicos como: convívio contínuo com histórias, livros e leitores; valorização do momento da leitura; disponibilidade de um acervo variado; tempo para ler, sem interrupções; espaço físico agradável e estimulante; ambiente de segurança psicológica e de tolerância dos educadores em relação às singularidades e às dificuldades de aprendizagem de cada criança; oportunidades para que expressem, registrem e compartilhem interpretações e emoções vividas nas experiências de leitura; acesso à orientação qualificada sobre por que ler, o que ler, como ler e quando ler. Nessa perspectiva, é importante ressaltar a relevância do contato permanente das crianças com os livros, para que elas possam conviver com suas histórias desde cedo.


O trabalho com a literatura infantil deve ter como um dos pontos norteadores a preocupação em formar leitores autônomos e críticos. Isso exige dos professores um olhar atento e tenaz para as metodologias que devem ser empregadas, bem como para o material a ser utilizado (livros só com textos; livros com textos e imagens; livros só com imagens; livros com recursos audiovisuais, entre outros). É importante ressaltar que esses materiais, quando bem trabalhados, atraem bastante as crianças. Além disso, podem ser explorados em atividades de ordenação das narrativas e de (re)criação de histórias orais ou escritas.


Independentemente do tipo de livro que utilizem em sala de aula, orientamos que os professores destinem pelo menos 25 minutos diários das aulas para proporcionar a seus alunos um momento de leitura, que pode ser realizado de forma coletiva ou individual, sistematicamente, não deixando para trabalhar apenas no dia destinado a atividades de Língua Portuguesa.


Outra estratégia importante é incluir brinquedos e brincadeiras como parte da formação de alunos leitores. Ao misturar livros e brinquedos, livros e brincadeiras, a escola realiza um trabalho de sedução das crianças para a leitura, pois, à medida que o livro entra em sua vida, desde muito cedo e de forma prazerosa, desperta seu imaginário e, consequentemente, o desejo de ler. Partindo desse princípio, acreditamos que as atividades lúdicas envolvendo a leitura, realizadas diariamente pelos professores, bem como a disponibilização de livros de literatura infantil e brinquedos fazem com que os primeiros contatos com a leitura sejam agradáveis e divertidos. Dessa forma, quanto mais lúdico for o trabalho com a literatura infantil, melhor será seu impacto na formação de leitores e na aprendizagem da leitura e da escrita.


Ler histórias para as crianças é incitar o imaginário, provocar perguntas e buscar respostas, é despertar grandes e pequenas emoções como rir, chorar, sentir medo e raiva, emoções estas que vêm das histórias ouvidas e lidas. Juntos, livros, brinquedos e brincadeiras fortalecem ainda mais a construção de novos conhecimentos, favorecendo o desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo das crianças.


 


 


* Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e consultora do Programa Palavra de Criança em 25 municípios piauienses. 


 


Leia também a entrevista sobre o Programa Palavra de Criança, concedida pela autora à Plataforma do Letramento. Acesse aqui.

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COMENTÁRIO(S)
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SORAIA CRISTINASORAIA CRISTINA disse em 06/10/2016 12h40
Gostei muito desse texto. Eu amo ler e sempre desenvolvo esse gosto nos meus alunos. Eu sempre mostro a importância da leitura e como ela está ligada com a cidadania.
ANA PAULAANA PAULA disse em 22/05/2016 00h54
O aspecto prazeroso e lúdico da leitura é muito bem destacado no artigo da professora Raimunda e o vejo como vital em termos de importância para o desenvolvimento de meninos e meninas leitores. Gostaria de além de parabenizar o artigo fazer uma observação a partir de alguns comentários realizados aqui. O termo "hábito de leitura", usado comumente por muitos professores e até especialistas da área me preocupa: hábito é o que fazemos todo dia, sem pensar, por costume, por cuidado, hábito. Ler não é isso, nem de brincadeira. Há um desejo grande de todos os envolvidos na educação de que a criança entre na leitura pela porta do prazer, entretanto, temos como objetivo que ela conquiste na leitura uma consciência da sua própria humanidade, e é por isso que consideramos a leitura algo tão importante, como nos diz Cândido, a literatura não corrompe nem edifica, mas humaniza em sentido profundo, por que faz viver. (Cândido, 1972, p. 806). Ao pensarmos na leitura como um hábito disponível a qualquer um que a faça todos os dias tiramos dela a potência transformadora, porque tiramos dela a possibilidade de encontro com a nossa consciência. Acredito que precisemos sim, estimular os nossos alunos a lerem sempre, mas precisamos, antes, ter nos tornado mais humanos pelas leituras que fizemos, precisamos ter consciência do ato de ler antes, muito antes de ensinar os nossos alunos a terem o prazer.
FRANCISCA DAS CHAGASFRANCISCA DAS CHAGAS disse em 07/03/2016 17h38
Raimundinha Melo inicialmente quero lhe parabenizar por mais uma matéria de grande relevância, que é a importância da literatura infantil no processo de escolarização das crianças. Muito valiosas suas dicas para quem está na educação. Sabemos que o Brasil possui um índice muito baixo de leitura comparado aos outros países desenvolvidos, isso se explica devido a falta do hábito de praticar leitura diariamente. Como disse Monteiro Lobato "Um país se faz com homens e livros" essa frase nos faz refletir sobre a atual situação do nosso país, pois muitas pessoas por não serem letradas estão sendo enganadas por aqueles que dominam o conhecimento. Precisamos valorizar mais os espaços das salas de leitura e bibliotecas que existe nas escolas para estimular em nossos pequenos alunos o prazer de ler, para que sejam bons leitores no futuro e escrever uma nova história para o nosso Brasil.
RAIMUNDA ALVES MELORAIMUNDA ALVES MELO disse em 21/07/2015 21h32
É verdade, Maria Cristina. A aprendizagem da leitura é o primeiro passo para a formação de alunos leitores. Ana Cristina, concordo com você. A ausência do hábito da leitura por parte da família, bem como de tempo ou mesmo de incentivo para que as crianças leiam em casa, ampliam nossas responsabilidades como educadores, sobretudo, em criar situações estimulantes (lúdicas) que contribuam para a formação de alunos leitores. Sinara, parabéns por ter oportunidade de participar de ações e processos formativos que orientam práticas de leitura envolvendo educadores. A formação de professores é um dos principais pilares para uma educação de qualidade. A formação de alunos leitores passa necessariamente por processos formativos que contemplem relação teoria e prática. Sucesso em seu trabalho.
SINARASINARA disse em 21/07/2015 13h50
Texo muito interessante ao abordar que livros, brinquedose brincadeiras podem esta no mesmo espaço. A formaçao do professor nesa area da Literatura é muito importante.Estou a frente da coordenação do livro infantil de Sao Luis do Maranhao, e uma das metas é capacitar professores na area da literatura infantil. É uma acão que ira fortalecer a pratica literaria na sala de aula. A Turma Piloto foi muito participativa e o professor teve a oportunidade de vivenciar o mundo da literatura de forma a coompreender a importancia dessa pratica em sala.Parabens pelo texto muito interessante.
ANA CRISTINAANA CRISTINA disse em 27/05/2014 15h20
É importante proporcionar aos alunos esse contato intenso com o livro, muitos alunos, principalmente de áreas de vulnerabilidade social, não têm esse momento em casa, não só devido a falta de hábito dos pais, mas também a falta de tempo, visto que a necessidade financeira exige uma carga horária de trabalho grande.
MARIA CRISTINAMARIA CRISTINA disse em 27/05/2014 14h15
Realmente,sabemos que a partir do momento que a criança se entra no mundo da leitura, a mesma se torna verdadeiramente grandes leitores.
RAIMUNDA ALVES MELORAIMUNDA ALVES MELO disse em 24/05/2014 22h37
Parabéns pela sua participação, Rosa Helena. As proposições que discutimos neste texto realmente se assemelham em muitos aspectos com a proposta metodológica do Projeto Entre na Roda: leitura na escola e na comunidade, cujo objetivo formar é profissionais para atuarem como mediadores de leitura com foco na promoção do gosto pela leitura e na formação de leitores nos espaços em que atuam e no entorno destes.
ROSA HELENAROSA HELENA disse em 24/05/2014 22h17
Concordo com você professora Raimundinha. A leitura, costumo dizer, é uma porta aberta para se adquirir os conhecimentos necessários para compreendermos tudo que nos cerca. Precisamos propiciarmos momentos especiais para que os nossos alunos da atualidade construa o hábito de ler. Participando agora do PROGRAMA ENTRE NA RODA pude perceber como são inúmeras as maneiras pelas quais podemos mediar esses agradáveis momentos de forma muito prazerosa e motivadora de construção de conhecimento. E não somente o aluno, mas o professor também ter esse hábito, pois às vezes exigimos do outro o que não costumamos fazer.
RAIMUNDA ALVES MELORAIMUNDA ALVES MELO disse em 24/05/2014 19h38
Muito bem, Neuma. Parabéns pela sua participação. É verdade, o trabalho com literatura infantil tem início ainda na Educação Infantil, pois a estimulação precoce das crianças contribui para o seu aprendizado futuro, desenvolve suas capacidades cognitivas, afetivas e de relacionamento social, entre outras. Um abraço.
NELMA DO SOCORRONELMA DO SOCORRO disse em 23/05/2014 16h26
Tudo tem um início e é na Educação Infantil que a criança estrutura as bases para compreender e enfrentar desafios.o trabalho lúdico é o recurso que oportuniza a vivência e desenvolve significamente o aspecto simbólico da criança.incorporando elementos que tornem o faz de conta mais emocionante,trabalhar o cotidiano da familia,da criança e trazer a comunidade ate a escola e assim criar e formar pequenos e grandes cidadãos leitores.
RAIMUNDA ALVES MELORAIMUNDA ALVES MELO disse em 21/05/2014 09h31
Olá, Marcos. A sua participação é muito interessante. A escola tem como uma das suas principais atribuições à formação cidadã contribuindo para que os educandos ampliem o seu conhecimento e as capacidades de conhecer, questionar e transformar a sua realidade. Nesse sentido, o incentivo a leitura se constitui em uma das principais ferramentas, pois quando bem mediada, possibilita a liberdade de usufruir do conhecimento, resolver mais facilmente problemas e conflitos e, certamente viver melhor. O estilo lúdico da literatura infantil amplia esta possibilidade por gerar estímulos e o interesse das crianças.
FRANCISCO MARCOSFRANCISCO MARCOS disse em 20/05/2014 19h35
Como estudante dessa literatura venho comungar com a professora Raimunda Alves Melo sobre tal tema e parabenizá-la pela excelência de suas palavras ao tratae sobre o assunto. A literatua infantil tem uma importância muito grande na formação de leitores por ser uma leitura chamativa, por apresentar um conteúdo híbrido, isto é, com a presença verbal e as imagens. Com isso, esta literatura desperta a imaginação infantil e consequentemente o gosto em ser leitor. A escola precisa ter esta consciencia formativa. A consciencia de que bons leitores precisam ser formados, a literatura infantil permite diversas possibilidades a esta formação. Zilberman (1998, p.21), aborda as relações entre literatura e escola; segundo a autora ambas compartilham um aspecto em comum: a natureza formativa. Tanto a obra de ficção como a instituição de ensino estão voltadas à formação do indivíduo ao qual se dirigem. No entanto, as obras infantis apresentam um mundo encantado, onde a criança pode fantasiar várias coisas com seu enredo e personagens. É possível através de um livro realizar atividades diversas, nas quais a criança coloca sua imaginação e toda sua criatividade em prática, despertando muitas vezes um artista que está escondido dentro de si. Por isso, parabéns mais uma vez a professora Raimunda Melo e dizer que suas palavras influenciam cada vez mais os trabalhos sobre leitura. Um abraço!
RAIMUNDA ALVES MELORAIMUNDA ALVES MELO disse em 20/05/2014 17h19
Obrigada, Marcos. Parabéns pela sua participação. Com certeza a literatura infantil ocupa lugar de destaque na infância, pois é na interação da criança com a obra literária está à riqueza dos aspectos formativos nela apresentados de maneira fantástica, lúdica e simbólica. A intensificação dessa interação, através de procedimentos pedagógicos adequados, leva a criança a uma maior compreensão do texto e do contexto. Neste aspecto, a família e a escola devem ser parceiras.
RAIMUNDA ALVES MELORAIMUNDA ALVES MELO disse em 20/05/2014 16h50
Obrigada, Maria do Socorro. O comportamento do ato de ler não pode ser delegado somente à escola, deve ser uma parceria entre escola e família. Sabemos que a partir do momento que a criança passa a ter acesso ao mundo da leitura ela desperta e passa a buscar novos textos literários, novas descobertas, ampliação da compreensão de si e do mundo que a cerca. Neste aspecto, embora a escola tenha um papel pioneiro e fundamental, a família pode contribuir quando oportuniza desde a infância o acesso a diferentes suportes e atividades realizadas em torno da leitura.
RAIMUNDA ALVES MELORAIMUNDA ALVES MELO disse em 20/05/2014 16h45
Verdade, Ilhiane Rossy. O trabalho com a leitura vai além da alfabetização das crianças. Por outro lado, a ludicidade não deve ser encarada como mero lazer ou simplesmente uma forma de distração, mas sim como uma aula muito importante que deve ser ministrada com muita credibilidade. Partindo deste princípio, consideramos ser muito importante o trabalho com literatura infantil como parte integrante das propostas e procedimentos dos professores, principalmente quando envolvem a manifestação expressiva e lúdica de imagens, signos, sons, falas, gestos e movimentos. Com os livros trabalhados de forma lúdica, a escola garante um clima de prazer tão fundamental para aquele que ensina como para a criança que aprende, ao tempo em que assegura a aprendizagem da leitura, escrita e oralidade.
MARCOS PAULOMARCOS PAULO disse em 20/05/2014 15h38
No momento em que quero lhe parabenizar pelo texto, gostaria de dizer que de parabéns estamos nós que temos a oportunidade de ler tão significativo trabalho, que só vem a contribuir para que possamos repensar e melhorar nossa prática como profissionais da educação. Concordo de A a Z, em tudo que relatas, sabemos que o meio é que forma e portanto, o contato com a literatura desde os primeiros anos de vida vai sem duvidas contribuir para que essa criança no futuro, tenha uma visão positiva a respeito da leitura e das contribuições que trás para sua vida. Ao participar do V seminário de Educação Inclusiva em Teresina, comprei um livro intitulado “Dificuldades de Aprendizagem”, que aborda toda a parte fisiológica e psicológica de formação do cérebro. Seu texto trás justamente a importância de respeitarmos as fases e os períodos de formação da aprendizagem, onde apresenta uma tabela que chamou-me muito atenção. Alerta dentre outras coisas, a respeito da construção da oralidade na criança, que depende de um trabalho que deve obrigatoriamente iniciar-se ainda nos primeiros anos de vida. O contato com os livros, histórias e outros métodos relatados no seu texto professora , são sem dúvidas, decisivos para um bom desenvolvimento da criança. Pude a partir dai, compreender a importância de acesso a uma boa educação na infância, tanto no ambiente familiar bem como no ambiente escolar. Lendo o texto, relembrei o conteúdo do livro que como pai, tenho como um verdadeiro referencial de educação para auxiliar numa boa formação de meu filho que hoje, tem ainda um ano e oito meses.
MARIA DO SOCORROMARIA DO SOCORRO disse em 20/05/2014 14h57
O trabalho com a leitura logo nos primeiros anos de escolaridade é ponto de partida para que um bom leitor seja formado. Mas, envolver a família neste processo permite que a criança sinta-se valorizada quanto ao seu aprendizado. O texto da professora Raimunda Melo coloca de forma clara e numa linguagem acessível o tema importância da literatura infantil. Parabéns a professora que sempre trata as questões de educação com compromisso e seridade
ILHIANE ROSSYILHIANE ROSSY disse em 20/05/2014 09h11
Parabéns pelo excelente texto. Desde muito cedo , a criança precisa estar em contato com a leitura não apenas como pretexto pra ensinar a ler e escrever, "no tempo certo" e sim para engaja-las num contexto de letramento, inseri-las em práticas sociais como tempero da ludicidade, fazendo com que a leitura possa proporcionar a elas, aprendizagem prazeirosa e inserção social.
RAIMUNDA ALVES MELORAIMUNDA ALVES MELO disse em 19/05/2014 20h43
Obrigada, Edimilson. Sabemos que na infância a criança desenvolve grande parte do potencial cognitivo que terá quando adulto. Por isso, ela representa uma janela de oportunidades. A inserção das crianças em atividades significativas e lúdicas na área da leitura tem impacto decisivo no processo de aprendizagem. Compreendemos que o prazer pela leitura não é algo que nasce forçadamente pela obrigação, imposição do hábito ou atividade mecânica, e sim, uma atividade que precisa ser realizada a partir de uma postura prazerosa, alegre, criativa, que imprima cores e vida, que desperte a curiosidade e a ludicidade naquele que lê. Desta forma, o prazer pela leitura precisa ser ensinado e isso somente surtirá efeito se for mediado por alguém que de fato sinta esse prazer, goste e pratique constantemente atividades de leitura na sua vida. Um grande abraço.
EDIMILSON PEREIRAEDIMILSON PEREIRA disse em 19/05/2014 20h22
Excelente texto. A educação na primeira infância exige, realmente, sensibilidade por se tratar de pessoas que estão em processos de percepção do mundo, para a partir dai organizar as informação acerca da realidade. O letramento é um processo que deve ser lúdico, sensível e organizado de maneira que a criança descubra, realmente, tudo que lhe será útil na formação da sua personalidade. Parabéns amiga e obrigado pela oportunidade de tê-la como companheira de luta em favor da educação.
RAIMUNDA ALVES MELORAIMUNDA ALVES MELO disse em 19/05/2014 17h23
Muito bem, Desterro. A formação de alunos leitores, quando iniciada no ambiente escolar, tem como principal articulador e mediador o professor, profissional responsável pela seleção de técnicas e estratégias de leitura capazes de despertar nos educando o prazer de ler. É ação sistematizada do educador em quem encontramos a possibilidade de construir e reconstruir o conhecimento a cerca das leituras realizadas. Neste aspecto, embora a escola tenha um papel pioneiro e fundamental, a família pode contribuir quando oportuniza desde a infância o acesso a diferentes suportes e atividades realizadas em torno da leitura. Parabéns pela sua participação. Um abraço.
DESTERRO BARROSDESTERRO BARROS disse em 19/05/2014 17h06
Para tratarmos da escola, como espaço de leitura, há a necessidade de se fazer uma inserção na história de cada um de nós. Desde que nascemos, diferentes situações nos colocam em contato com as palavras. Elas são ensinadas gradativamente para que possamos nomear, reconhecer, dar sentido ao mundo onde vivemos e que temos necessidades de aprender e desvendar e isso fica claro nas palavras da professora Raimundinha Melo. Ensinar a aprender a ler e escrever é tarefa complexa, mas essencial e gratificante se considerarmos o envolvimento de professores, pais e alunos para que ocorra a aquisição da aprendizagem da leitura de forma lúdica e prazeirosa.
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