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ACERVOPARA APROFUNDAR — REVISTA PUBLICA ARTIGOS SOBRE PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA EM NOSSO TEMPO...

Revista publica artigos sobre práticas de leitura e escrita em nosso tempo


Na Ponta do Lápis é uma publicação semestral da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, programa de formação de professores criado em 2002 com o objetivo de contribuir para a melhoria da escrita de estudantes de escolas públicas brasileiras.


Em sua 22ª edição, a revista trata das "práticas de leitura e escrita em nosso tempo" e inicia com uma bela epígrafe da jornalista e escritora Eliane Brum sobre a importância de escutar o outro: “[...] Escutar é esperar o tempo que cada um tem de falar – e de silenciar”. Abrir espaço para a escuta verdadeira do outro, uma grande preocupação dessa sensível cronista, parece ser ainda mais necessário no atual contexto do país e do mundo. 


Hibridismos, mestiçagens, esmaecimento de fronteiras e questionamento de padrões são características deste momento que repercutem nas formas de expressão linguística em diferentes segmentos da sociedade. Se por um lado gera instabilidade e angústia, por outro essa “apropriação múltipla de patrimônios culturais abre possibilidades originais de experimentação e de comunicação com usos democratizadores”, afirma o antropólogo argentino Néstor García Canclini, citado pela linguista Roxane Rojo no livro Multiletramentos na escola (2012) e retomado no editorial da publicação comentada. 


Uma dessas apropriações democráticas do patrimônio cultural linguístico são os saraus que se disseminam pelas periferias Brasil afora e cujo porta-voz é Sérgio Vaz. Na entrevista à equipe de Na Ponta do Lápis, o poeta mineiro radicado em São Paulo e fundador da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa) conta sua história de vida, fala sobre sua formação leitora e sua trajetória pela escrita. Revela também como nasceu a ideia de promover encontros culturais no único espaço público do bairro em que morava, o Bar do Zé Batidão, onde há 13 anos acontecem os saraus. A respeito da escola, Vaz afirma: “Nós chegamos à escola como aliado. Ajudamos a mobilizar os alunos. O professor mostrava que o escritor era próximo, também morava na periferia, criando uma identidade com os alunos”.


Entre os artigos, estão "Algumas reflexões sobre formação de leitores", de Maria Zélia Versiani Machado, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG), "Desafios dos (multi)letramentos nas nuvens", de Roxane Rojo, livre-docente do Departamento de Linguística Aplicada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e "A leitura do hipertexto no contexto de formação de educadores", de Márcia Coutinho Ramos Jimenez, mestre em Comunicação e Educação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e coordenadora da Plataforma do Letramento. 


A edição traz ainda o relato de experiência "A difícil e surpreendente arte de escavar", da paranaense Carla Borba, professora semifinalista do gênero memórias literárias na Olimpíada de Língua Portuguesa de 2012.

E por falar em escavar, a revista resgata uma crônica de Fernando Sabino escrita na década de 1970. Em “A última flor do Lácio”, o autor mineiro, falecido em 2004, compara formas anacrônicas de ensinar a língua portuguesa à então surpreendente proposta de ensino criada por Magda Soares. Explorando a intertextualidade indicada desde o título, a crônica é ilustrada com um belo poema visual, que se abre em pétalas com versos de "Língua portuguesa", de Olavo Bilac.


Clique aqui para acessar a publicação.


Referência:
Na Ponta do Lápis, São Paulo, ano IX, n. 2, ago. 2013.


Para acessar outros números da revista, clique aqui.

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COMENTÁRIO(S)
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NORANORA disse em 24/04/2014 22h16
A Revista Na Ponta do Lápis nós orienta e nós dá dicas de aulas maravilhosas.
GENI ROSAGENI ROSA disse em 23/04/2014 18h51
A Revista Na Ponta do Lápis é uma valiosa contribuição.
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