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ACERVOPARA APROFUNDAR — LETRAMENTOS E CULTURAS JUVENIS: TECNOLOGIAS, EXPERIÊNCIAS SOCIAIS E AS DIFERENTES LEITURAS...

Letramentos e culturas juvenis: tecnologias, experiências sociais e as diferentes leituras do mundo

Neste artigo, elaborado para a Plataforma do Letramento, Alexandre Barbosa Pereira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e doutor em Antropologia Social, discute a conflituosa relação entre escola, jovens e novas tecnologias. Como analisa o autor, as dissonâncias presentes nessa relação são históricas, tendo em vista o zelo das instituições escolares em manter fronteiras bem delimitadas com o mundo exterior, fronteiras estas que têm sido cada vez mais esgarçadas pela introdução – legitimada ou não pelas autoridades escolares – de tecnologias como smartphones e tablets.


Como base da sua pesquisa de doutorado, realizada em 2010 em escolas públicas da periferia de São Paulo, o estudioso constata também um grande descompasso entre as instituições de ensino com as realidades sociais dos jovens, perceptível tanto no progressivo fechamento desses ambientes (por meio de muros cada vez mais altos, grades, portões permanentemente trancados), como na ausência de canais pelos quais os jovens possam expressar-se nas diferentes linguagens afinadas à cultura juvenil. Conforme observa o antropólogo, marginalizadas, muitas das práticas associadas a essa cultura, como o hip hop, o grafite, a “pixação”, o funk, têm propiciado a jovens das camadas populares espaços de expressão que não encontram na escola.


Dialogando com estudiosos como Pierre Lévy, Bill Green e Paula Sibilia, o autor constata que, no atual contexto de desenvolvimento da cibercultura, dá-se algo inédito na história humana: são as novas gerações que detêm maior conhecimento das tecnologias digitais, de modo que o processo de formação pessoal dos jovens é pautado pela relação com esses recursos.


Assim, alerta para a importância de, sem endeusar nem demonizar as novas tecnologias, nós educadores analisemos que repertório de comunicação, conteúdos e atuação elas possibilitam, assim como que usos os jovens efetivamente fazem desses recursos, pensando e dialogando com as diferentes formas de letramento desenvolvidas com, sem a escola e para além dela. “Conseguiria a escola proporcionar tais espaços de expressão e reconhecimento?”, questiona o pesquisador.


Clique aqui para acessar o artigo.

Referência:
PEREIRA, Alexandre Barbosa. “Letramentos e culturas juvenis: tecnologias, experiências sociais contemporâneas e as diferentes leituras do mundo”. São Paulo: Plataforma do Letramento, fev. 2014.


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COMENTÁRIO(S)
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ANTÔNIO JOSÉANTÔNIO JOSÉ disse em 07/11/2016 19h04
Olá Alexandre. Muito oportuno o seu artigo fruto de sua pesquisa de doutorado. Obrigado por compartilhar conosco a sua pesquisa. Vou baixar a sua tese para melhor refletir. Mais uma vez muito obrigado e sucesso em sua carreira.
ROBERTAROBERTA disse em 11/03/2014 23h32
Alexandre Barbosa Pereira Olá tudo bem, estou super feliz em conhecer o seu trabalho, a sua pesquisa feita no doutorado e bem extensa, mas de bastante conteúdo a ser discutido e relatado em vários fóruns de discussão. Faço um trabalho educativo dentro de comunidades carentes e de bastante violência consigo visualizar tantos conflitos impostos dentro das comunidades que às vezes nem acredito que posso presenciar tanta tristeza entre tanto a exploração da prostituição infantil, as drogas e muita carência e violência. Levar a educação em comunidades não e uma tarefa fácil mas de bastante vontade de de ensinar e educar pessoas que necessitam de educação.
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