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ACERVOPARA APROFUNDAR — FAMÍLIA, ESCOLA, TERRITÓRIO VULNERÁVEL...

Família, escola, território vulnerável

A publicação Família, escola, território vulnerável originou-se do estudo “Esforços educativos de mães num território de alta vulnerabilidade social”, no âmbito da pesquisa Educação em Territórios de Alta Vulnerabilidade Social, iniciativa da Fundação Tide Setubal, coordenada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

A pesquisa – parte de uma investigação sobre as relações entre a escola e desigualdades socioespaciais em grandes centros urbanos – foi realizada entre 2011 e 2013, com um grupo de mães que viviam numa região da zona leste do município de São Paulo, marcada pela pobreza, pelo preconceito, pela ausência de uma rede de proteção social e por uma limitada presença do Estado. Essa região abriga um grande número de famílias que vivenciam grandes dificuldades para assegurar sua reprodução social e, em alguns casos, a própria continuidade do núcleo familiar.

Com base na constatação de que os moradores de comunidades mais pobres, como as periferias dos grandes centros urbanos e as regiões rurais, têm graves restrições de acesso à educação, a pesquisa realizada com as famílias tem como objetivo específico observar como as mães moradoras dessas localidades se relacionam com a escolarização de seus filhos: quais são suas expectativas e seu envolvimento em relação à escola? Como transmitem valores e adotam posturas que contribuem ou não para o desenvolvimento escolar dos filhos?

As questões que orientam a pesquisa baseiam-se nos três grandes discursos a respeito da relação entre família e escola nesses territórios: o primeiro, predominante entre os agentes escolares (professores, coordenadores e diretores), retrata a omissão dessas famílias na escolarização dos filhos; o segundo, mais presente na sociedade e complementar ao primeiro, defende a necessidade de mobilização e educação das famílias para que passem a valorizar o papel da escola e se envolvam na escolarização dos filhos; o terceiro, fundamento desta pesquisa, defende que, ao contrário dos discursos anteriores, os meios populares expressam uma forte demanda com relação à escola, sendo ela muitas vezes a única presença do Estado no território.

Com base na investigação de como se dá essa relação entre família e escola nos territórios em foco, a publicação pretende contribuir para que as entidades educacionais e a sociedade em geral reconheçam e valorizem o papel dessas, especialmente das mães, em sua luta cotidiana para buscar melhores oportunidades aos filhos. A partir desse reconhecimento e valorização, defendem os autores da pesquisa, será necessária a construção de um vínculo de confiança e apoio mútuo entre família e escola. Além disso, o conhecimento dessa realidade possibilita a elaboração de políticas públicas que fortaleçam a participação da comunidade na escola e contribuam para a redução das desigualdades.


Clique aqui para ler a publicação.

Referência:
BATISTA, Antônio Augusto Gomes; CARVALHO-SILVA, Hamilton Harley de. Família, escola, território vulnerável. São Paulo: Cenpec, 2013.


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