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ACERVOPARA APROFUNDAR — DA SALA DE DONA BENTA PARA A SALA DE AULA: CONTRIBUIÇÕES PARA PENSAR A MEDIAÇÃO DA LEITURA...

Da sala de dona Benta para a sala de aula: contribuições para pensar a mediação da leitura literária na escola

Artigo publicado no n.6 dos Cadernos Cenpec fala da importância de se utilizar diferentes estratégias de mediação de leitura com crianças pequenas a partir da comparação entre as táticas de leitura da personagem dona Benta, de Monteiro Lobato, e de uma professora do 1º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública brasileira.


O objetivo da pesquisa foi analisar a obra do escritor infantojuvenil e suas relações com a infância e com a leitura, tanto no âmbito dela própria, como no diálogo com as crianças do mundo atual, e entender se as estratégias utilizadas funcionam para que as crianças ampliem seus universos culturais, se familiarizem com a leitura e ajudem-nas a construir sentidos e ampliar suas experiências.


No artigo, a autora, mestre e doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sônia Travassos, busca respostas para a pergunta “Que práticas de mediação de leitura podem favorecer o encontro entre a obra de Monteiro Lobato e as crianças de escolas da atualidade?”


Ao narrar histórias, apesar de estar no papel da avó e não no de professora, é possível observar que dona Benta desenvolve estratégias de mediação que contribuem para a interação de seus ouvintes com os textos, como facilitar a leitura, fazer perguntas durante a história e contá-las em capítulos, por exemplo. Essas ações podem ajudar a pensar as mediações dos adultos e as possíveis interações dos leitores em contextos reais.


Baseado em autores como Bakhtin (1988) e Benjamin (2002) em relação às concepções de linguagem e de sujeito, e Amarilha (1997), Abramovich (1989), Bajard (2007) e Lajolo (1994) no campo da leitura literária, o artigo dá pistas de como determinadas estratégias de leitura mediada para crianças pequenas podem ajudá-las a ampliar suas experiências culturais.


Ler oralmente, envolver o ouvinte na história,  buscar recursos de entonação e da voz, dialogar com os ouvintes ao longo das narrações sobre as situações das histórias e sobre a arte literária, buscar verossimilhança entre os personagens das histórias e os ouvintes, ler em capítulos e adaptar a linguagem à experiência do leitor iniciante, por exemplo, são modos que podem contribuir para uma experiência de leitura mais ampla e significativa aos alunos.


TRAVASSOS, Sônia. Da sala de dona Benta para a sala de aula: contribuições para pensar a mediação da leitura literária na escola. Cadernos Cenpec. São Paulo, v.6, n.a, p.75-95, jan./jun. 2016.

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