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ACERVOPARA APROFUNDAR — LER DE NOVO OU LER O NOVO? PRÁTICAS DE LEITURA DE CRIANÇAS NA BIBLIOTECA PÚBLICA...

Ler de novo ou ler o novo? Práticas de leitura de crianças na biblioteca pública

Por que as crianças desejam tão frequentemente ler histórias já conhecidas? Qual o significado e a importância de ler de novo? Com base nessas perguntas, que certamente já passaram pela mente de muitos pais e docentes, a professora e pesquisadora Rafaela Vilela propõe-se, neste artigo, a refletir sobre a leitura intensiva como uma prática recorrente na infância, entrelaçando discussões sobre leitura, infância e literatura.


A autora apresenta os resultados da pesquisa de mestrado que teve como objetivo principal conhecer, analisar e compreender as práticas de leitura de crianças em uma biblioteca pública. A pesquisa empírica foi realizada entre os meses de janeiro e julho de 2013 em uma biblioteca estadual, localizada em uma comunidade periférica da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, com crianças entre 4 e 13 anos.


Como estratégias metodológicas foram realizadas observações participantes, registros fotográficos, entrevistas semiestruturadas e conversas informais com as crianças frequentadoras do espaço. Os estudos de Bakhtin, Benjamin e Vygotsky sustentam as concepções de linguagem e de sujeito, bem como as questões teórico-metodológicas de pesquisa. Para as discussões sobre leitura e infância, a pesquisadora estabelece interlocução com Chartier, Corsino, Larrosa, Reyes e Yunes.


A biblioteca em foco é bem projetada, com ambientes amplos, modernos e bonitos, além de uma proposta que oferece a leitura em diversos suportes e espaços diferentes para leituras diversas. Para isso, possui um acervo bibliográfico com mais de 12 mil títulos, midiateca, ludoteca (a biblioteca infantil), cineteatro, uma sala multiuso para cursos, setor de internet comunitária, cozinha-escola e café literário. Entre tantos ambientes, é interessante a percepção da pesquisadora acerca do barulho presente no espaço dos livros, em contraponto ao silêncio espaços com computadores e TVs.


Tendo em mente o objetivo da pesquisa − investigar o encontro entre crianças e livros −, o cenário escolhido foi a ludoteca, lugar onde podem escolher o que e como ler. Nesse sentido, ao enfocar a leitura intensiva, coletiva, em voz alta, motivada pelo desejo de revisitar histórias já conhecidas, lidas e relidas, a autora apresenta eventos que nos ajudam a perceber e refletir sobre as escolhas e os modos de ler das crianças. Para isso, Vilela traz fragmentos do seu diário de campo, como este (VILELA, 2005, p. 98-99):


                                            Sobre a autora
Professora do Instituto Superior de Educação Pró-saber, no Rio de Janeiro (RJ) e mestre pela Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde apresentou a dissertação Práticas de leitura de crianças na Biblioteca Parque da Rocinha: reflexões sobre a formação do leitor (2014). 


Referência:
VILELA, Rafaela. Ler de novo ou ler o novo? Práticas de leitura de crianças na biblioteca pública. Cadernos Cenpec, São Paulo, v. 5, n. 1, p. 2-19, 2015. Para ler outros textos, acesse a última edição dos Cadernos Cenpec.

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