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ACERVOEXPERIMENTE — PRODUZIR UM TELEJORNAL COM A CARA DA GALERA!...

Produzir um telejornal com a cara da galera!

    
Para aquecer a turma
Em qualquer produção que faça uso de mídias com propósito educativo, é essencial iniciar o processo com uma roda de conversa que tenha como objetivo identificar quais são os repertórios trazidos pelos participantes e os interesses do grupo em relação ao processo. A dica é começar com perguntas-chave, como:
•  Quais são as emissoras de televisão que você conhece? E quais os telejornais a que assiste ou já viu alguém assistindo?
•  Já visitou alguma página de telejornal na internet? O que havia nela?
•  Como esses telejornais podem ser adaptados à nossa realidade, ao nosso jeito de dialogar com o mundo?

Conhecendo a mídia
Após a discussão, é interessante ressaltar que os telejornais são produções seriadas e pré-formatadas, feitas para um grande público que assiste aos mesmos programas em horários previsíveis.


No entanto, é sempre bom lembrar a turma que o foco da produção telejornalística na escolar/comunidade não é, necessariamente, repetir o padrão comercial, mas transformá-lo, adaptá-lo para a realidade em que vivem. Dessa forma, é importante conhecer o modelo comercial para refletir sobre como podemos alterá-lo, a fim de deixá-lo com a nossa “cara”.


Outra característica dos telejornais é a presença de um ou mais âncoras/apresentadores, que são o “coração” desse tipo de programa. A figura à frente das câmeras deve imputar credibilidade e seriedade aos fatos narrados, garantindo a atenção e a confiança do telespectador.


Nos primórdios da televisão, os apresentadores – geralmente homens − ostentavam uma postura comedida e neutra, com o intuito de transmitir a impressão de uma cobertura isenta e objetiva. Eles deveriam ler o texto jornalístico empregando a linguagem formal, de acordo com a norma-padrão, e de forma pausada e clara, articulando bem as palavras. Havia a exigência de que os apresentadores não usassem regionalismos nem sotaque característico de determinada localidade, utilizando uma linguagem “neutra”, padronizada para todo o país.


Atualmente, tornou-se mais comum o padrão de apresentador teatral e exagerado, que se expressa numa linguagem mais popular e busca impressionar e comover os espectadores. No entanto, até hoje, há um esforço da equipe de redação dos telejornais em redigir, cuidadosamente, um discurso adequado à norma-padrão que possa ser reconhecido como familiar pela maior parte da população.


Além das características comuns a todos os veículos de imprensa – como a busca da novidade, da credibilidade e da exclusividade –, o discurso televisivo do jornalismo aposta numa multiplicidade de recursos para captar a audiência e mantê-la fiel. Um dos recursos é a narratividade, ou seja, a capacidade de transformar uma notícia em uma história. Para isso, muitas vezes, há um excessivo uso da teatralidade, reforçada pela edição e pela trilha sonora, bem como da emotividade, que busca aguçar a sensibilidade dos espectadores.


Além desse recurso, predomina a verossimilhança, como se a notícia estivesse sendo transmitida naquele momento, em tempo real. Não é à toa que os telejornais ocupam diversos horários das grades de programação das emissoras de televisão brasileiras, afinal sua importância sempre foi legitimada pelo público.

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COMENTÁRIO(S)
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OLINDAOLINDA disse em 03/06/2016 02h42
Criar um jornal com os educandos ,é criar um mundo melhor para que os mesmos não os tornem analfabeto funcional.
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