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ACERVOEXPERIMENTE — CRIAR JOGOS DE PERCURSO COM BASE EM HISTÓRIAS...

Criar jogos de percurso com base em histórias


Revisando o texto das cartas
A revisão tem por objetivo buscar soluções para os problemas que o texto apresenta, não só no que se refere aos aspectos ortográficos e de pontuação, mas também no que diz respeito à clareza e coerência do texto, para que seja compreendido pelo leitor. 
Você pode ler em voz alta o texto produzido coletivamente, assim todos podem comentar e sugerir modificações para aprimorá-lo. Com base nessas sugestões, você faz as modificações no texto até que seja considerado satisfatório.


Produzindo os peões e a caixa do jogo
A última etapa de produção do jogo corresponde à produção dos peões. Cada um deles representará um personagem da história escolhida. Eles podem ser desenhados em papel ou cartolina, recortados e colados numa base que fique em pé (tampinhas de pasta de dente, por exemplo).
A seguir, produzem uma caixa para guardar o jogo e seus componentes, que pode ser construída com papelão ou papel-cartão.
Os dados podem ser confeccionados com cartolina.


Escrevendo as regras do jogo
Você pode propor que as crianças expliquem oralmente como jogar. Expor as regras oralmente facilita sua produção escrita, pois os alunos já saberão o que escrever. Assim, poderão se concentrar na linguagem utilizada em um texto de gênero instrucional.
Você pode gravar as explicações (utilizando um gravador ou celular) e sugerir que as crianças escutem para transformá-las, com sua ajuda, em um texto. Na transposição do oral para o escrito, oriente-os a usar uma linguagem mais direta, enxuta e sem repetições. Por exemplo, em vez da explicação “Para andar as casas, você tem que ver que número saiu no dado”, típica da oralidade, eles podem escrever “Avance o número de casas indicado no dado”.


Revisando o texto instrucional
As regras do jogo devem apresentar orientações precisas sobre o modo como o jogo deve ser conduzido, por isso, na revisão do texto, é importante avaliar se ele está claro o suficiente para que o leitor compreenda, passo a passo, como organizar o jogo e como proceder durante a partida.
Você pode ler as regras em voz alta para que os alunos avaliem, com sua ajuda, se é possível compreender as orientações ou se é necessário transformar, acrescentar ou omitir algum trecho para tornar o texto mais claro.
Também é importante examinar se empregaram recursos próprios a um texto instrucional, uma vez que a intenção é que o texto se aproxime o mais possível desse gênero textual.


Outras atividades de escrita e de leitura
É interessante promover, ao longo da proposta, outras atividades que contribuam para o desenvolvimento dos alunos em alfabetização.
Para isso, você pode organizar algumas atividades, com base nas necessidades que forem surgindo, para que as crianças avancem na escrita.
Seguem algumas sugestões: escrita, em duplas, da lista dos componentes do jogo e do nome do jogo no tabuleiro ou em sua caixa; escrita (com letras móveis) dos nomes dos personagens para colar nos peões.
Também é importante planejar situações em que os alunos tenham a oportunidade de se colocar na posição de leitores, mesmo sem saber ler de maneira convencional, pois isso favorece a construção de estratégias para a leitura. Um exemplo: você pode solicitar que os alunos localizem uma palavra no texto de uma regra, como “tabuleiro”. Oriente as crianças a apoiar-se em indícios, como uma palavra já conhecida − o nome de uma criança da turma, “Taís”, por exemplo – que inicia da mesma forma que a palavra “tabuleiro”.


Organizando o “festival de jogos”
Para que o dia seja um sucesso, é necessário planejamento. Em primeiro lugar, é importante que os alunos conheçam bem as regras do jogo para saber explicá-las e esclarecer as possíveis dúvidas que os convidados tiverem.
Por isso, é recomendável ensaiar com a turma a apresentação para o dia do festival. Assim, poderão discutir a melhor forma de ensinar o jogo, antecipar as possíveis dúvidas e pensar sobre como solucioná-las.
Além disso, é importante listar as tarefas e definir quem ficará responsável por elas. Pode-se combinar um rodízio entre os alunos, de tal forma que, em cada partida, um ou dois autores do jogo estejam sempre presentes para ensinar os convidados a jogar, e os outros membros do grupo estejam livres para aprender os jogos elaborados por outras equipes. Você pode envolver outros profissionais da escola – coordenador, diretor ou outros educadores – na organização e na promoção do evento.
Bom festival!


Sugestão de livros:
BELINKY, Tatiana. O caso do bolinho. São Paulo: Moderna, 2004.
WOOD, Audrey. O rei Bigodeira e sua banheira. São Paulo: Ática, 2002.


Falando de jogos...
Confira as indicações de materiais e artigos sobre o tema:
SOARES, Carla. Competições que ensinam a turma a ganhar e a perder. Nova Escola. Leia.
BIBIANO, Bianca. Com os jogos, as crianças aprendem que ganhar e perder faz parte da vida. Nova Escola. Confira.
______. Jogo de percurso. Nova Escola. Veja.
KLISYS, Adriana. Esse jogo é nosso! Instituto Avisa Lá. Acesse.
______. As origens dos jogos de tabuleiro. Carta Fundamental - A revista do professor. Saiba mais.
MONTEIRO, Priscila. Jogos de percurso: contribuições para o ensino da Matemática na Educação Infantil. Instituto Avisa Lá. Conheça.
PREFEITURA DE SÃO PAULO. SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. Percursos de aprendizagens: jogar e brincar. A rede em rede: formação continuada na Educação Infantil. São Paulo: SME/DOT, 2001. Para baixar, clique aqui.


Autora da oficina: Maria Alice Junqueira, formadora de professores com especialização em alfabetização




Sugestão de livros:
BELINKY, Tatiana. O caso do bolinho. São Paulo: Moderna, 2004.
WOOD, Audrey. O rei Bigodeira e sua banheira. São Paulo: Ática, 2002.
Falando de jogos...
Confira as indicações de materiais e artigos sobre o tema:
SOARES, Carla. Competições que ensinam a turma a ganhar e a perder. Nova Escola. Leia.
BIBIANO, Bianca. Com os jogos, as crianças aprendem que ganhar e perder faz parte da vida. Nova Escola. Confira.
__________. Jogo de percurso. Nova Escola. Veja.
KLISYS, Adriana. Esse jogo é nosso! Instituto Avisa Lá. Acesse.
__________. As origens dos jogos de tabuleiro. Carta Fundamental. Saiba mais.
MONTEIRO, Priscila. Jogos de percurso: contribuições para o ensino da Matemática na Educação Infantil. Instituto Avisa Lá. Conheça.
PREFEITURA DE SÃO PAULO. SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. Percursos de aprendizagens: jogar e brincar. A rede em rede: formação continuada na Educação Infantil. São Paulo: SME/DOT, 2001. Para baixar, clique aqui.



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COMENTÁRIO(S)
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FATIMAFATIMA disse em 10/11/2018 08h12
Plataforma muito boa! Parabéns
LUTECIA MARTINS DA SILVALUTECIA MARTINS DA SILVA disse em 30/04/2018 20h31
as As brincadeira sempre inovar o conhecimento e a busca a historia da geografia nos jogos se toram mais agradável.
OLINDAOLINDA disse em 06/07/2015 05h50
Estou muito satisfeita com as pesquisas e meus estudos na Plataforma Letramento.
OLINDAOLINDA disse em 06/07/2015 05h31
Uma briquedoteca será uma oportuidade de inovar o conhecimento,da história do Brasil e seu conhecimento geográfico,utilizando o acessa da UE.
Licença Creative CommonsEste trabalho foi licenciado com
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