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ACERVOEXPERIMENTE — CRIAR JOGOS DE PERCURSO COM BASE EM HISTÓRIAS...

Criar jogos de percurso com base em histórias


Montando o tabuleiro
A etapa seguinte é orientar os alunos na construção do tabuleiro. Para que o tabuleiro fique firme, é importante que a base seja confeccionada com papelão, papel-cartão ou cartolina. Após ser recortada no tamanho desejado, a base será forrada com papel, sobre o qual o percurso do jogo será desenhado.


Planejando como será o percurso do jogo
Antes de desenhar o percurso sobre o tabuleiro, oriente os alunos a fazer um esboço do trajeto. É importante elaborar junto com eles uma lista do que precisam definir antes de confeccionar o tabuleiro:
• resolver como será o seu formato e quantas casas ele terá; 
• combinar como a trilha será desenhada (Quem traçará o percurso? Ele será traçado só por um aluno? Qual será a participação das outras crianças? etc.); 
• selecionar as casas que serão demarcadas com ilustrações de personagens, que personagens serão e quem vai desenhá-los.


Definindo o formato do percurso
Esse item requer um planejamento mais cuidadoso do que os anteriores, por isso vamos nos deter um pouco mais nessa questão. Planeje uma atividade em que as crianças possam observar alguns tabuleiros e conhecer diferentes formatos.
Nesse momento, você pode chamar a atenção para as diferenças entre os vários percursos: alguns são retangulares, outros descrevem várias curvas, há os que foram traçados em espiral; assim, eles perceberão que há vários formatos possíveis e cada grupo escolherá a forma que pretende dar ao seu percurso.
Depois, cada grupo esboça o seu trajeto da forma como combinaram.


Traçando o percurso e finalizando o tabuleiro
Uma vez que o esboço realizado for aprovado pelo grupo, a próxima etapa é desenhar o percurso no tabuleiro. Quando ele estiver pronto, é o momento de decorar o espaço em torno do percurso, decidindo se produzirão imagens ou pretendem complementá-lo com algum texto. Alguns jogos costumam trazer o título do jogo escrito no tabuleiro ou algumas frases que orientam o percurso (como sugerido no tópico "Transformando a história em jogo"). Você pode sugerir que observem novamente alguns tabuleiros para se familiarizarem com os textos que costumam fazer parte destes.
Como inspiração, organize uma atividade em que possam apreciar outras imagens, além daquelas que ilustram a história escolhida. Pode disponibilizar outros livros ou até mesmo produções de artistas conhecidos sobre o tema que pretendem desenhar. As crianças podem desenhar sobre o tabuleiro ou em outro suporte e depois recortar e colar sobre as casas e/ou o tabuleiro.


Numerando as casas do percurso
Em geral, desde muito pequenas, as crianças têm contato com números escritos no dia a dia, observando, por exemplo: o número dos ônibus que as transportam, o número de seu telefone ou da casa onde moram, a forma como os adultos usam o dinheiro etc.
Porém, isso não garante que têm familiaridade com sua escrita. Em vista disso, tarefas como a de numerar as casas do percurso contribuem para o avanço dos alunos na escrita de algarismos.
Para isso, o professor pode dispor uma tabela com os números ordenados para servir de apoio à turma: quando uma criança não souber escrever “11”, por exemplo, pode contar as casinhas na tabela e, com base na numeração oral memorizada, ter acesso à escrita numérica desse algarismo.
Assim, as crianças encarregadas dessa tarefa conseguirão numerar as casas e avançar em seu conhecimento da escrita numérica e da ordenação dos números.


Confeccionando e escrevendo as cartas
A confecção das cartas precisa ser planejada com a sua ajuda, pois cada uma deve conter um texto baseado na história escolhida. Por exemplo, se a narrativa for a do rei Bigodeira, o texto de uma dessas cartas poderia ser o seguinte: “O rei Bigodeira não quer sair de sua banheira, volte cinco casas” ou “O rei Bigodeira espirrou água para todo lado, avance sete casas para não se molhar” ou ainda “O rei Bigodeira dormiu na banheira, fique uma vez sem jogar”. 
É importante que, antes de escrever, os alunos leiam – ou ouçam o professor ler − cartas de diferentes jogos para que possam se apropriar das características desses textos (expressões usuais, verbos no modo imperativo, organização espacial do texto etc.). 
Uma maneira de propor a elaboração desses textos é criar situações que misturam produção de texto oral com escrito, por exemplo: os alunos ditam o texto e o professor registra no quadro, já fazendo contribuições como escritor mais experiente, discutindo com eles a forma de escrever as palavras e fazendo perguntas que ajudem as crianças a construir um texto o mais semelhante possível aos textos instrucionais. Nesse sentido, também é interessante reler algumas cartas para que relembrem os recursos próprios do gênero instrucional e os introduzam em sua produção. 
Participar de situações de escrita coletiva de textos é fundamental para estudantes em alfabetização, pois oferece a chance para que percebam que são capazes de produzir textos, mesmo antes de saberem grafá-los. Por isso, é necessário lembrar que é importante que o professor coordene esse momento, garantindo que cada um tenha a oportunidade de dar sua opinião, na medida de suas possibilidades.


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COMENTÁRIO(S)
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FATIMAFATIMA disse em 10/11/2018 08h12
Plataforma muito boa! Parabéns
LUTECIA MARTINS DA SILVALUTECIA MARTINS DA SILVA disse em 30/04/2018 20h31
as As brincadeira sempre inovar o conhecimento e a busca a historia da geografia nos jogos se toram mais agradável.
OLINDAOLINDA disse em 06/07/2015 05h50
Estou muito satisfeita com as pesquisas e meus estudos na Plataforma Letramento.
OLINDAOLINDA disse em 06/07/2015 05h31
Uma briquedoteca será uma oportuidade de inovar o conhecimento,da história do Brasil e seu conhecimento geográfico,utilizando o acessa da UE.
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