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ACERVOEXPERIMENTE — PRATICAR CARTOGRAFIA FAZENDO UMA MAQUETE DA ESCOLA...

Praticar cartografia fazendo uma maquete da escola


Trabalho de campo:
Acompanhe a turma em uma vistoria nas dependências da escola, sobretudo em sua parte externa. O objetivo é elaborar uma planta baixa da escola (parte edificada), com a separação das áreas internas principais (pátio, salas de aula, quadras) e externas (muros, portões e ruas laterais);
Utilize a trena para fazer a medição das principais dimensões do edifício da escola, paredes, corredores, muros, quadras, etc.
Ao final dessa vistoria, os alunos deverão retornar para a sala de aula e elaborar, individualmente, um desenho na forma de uma planta baixa da escola e seu entorno.
Em seguida, proponha a formação de grupos de trabalho (3 ou 4 alunos). Os grupos vão, em primeiro lugar, fazer uma avaliação conjunta dos desenhos elaborados e, com base na produção de cada integrante, elaborar uma versão final da planta da escola, que será utilizada como base para construção da maquete.
O ideal é que os alunos trabalhem com materiais reutilizáveis, papel, plástico, madeira e metal. Com isso é possível inserir uma discussão sobre a questão ambiental do consumo sustentável, produção de resíduos sólidos, além de estimular a criatividade e a responsabilidade comum com relação ao meio ambiente.
Em aulas anteriores, peça que cada aluno traga os materiais (veja lista no início deste Experimente) para a elaboração da maquete.
Oriente a turma na seleção, separação e recorte dos materiais e sua preparação para uso na construção da maquete (pintura e texturização das superfícies e objetos). Na folha de cartolina, os alunos devem colar os objetos representando os espaços da escola (edifício, quadras, horta etc.) e a área de entorno (ruas, parques etc.). Por fim, procure mediar a elaboração de legendas. É importante ressaltar a importância da legenda como elemento cartográfico e como chave de interpretação dos elementos presentes nos mapas e na maquete. 

Para avaliar:
Existem três momentos de avaliação inseridos na proposta. A primeira refere-se à capacidade representação dos elementos observados durante a vistoria da escola. Nesse processo, é avaliada a capacidade de percepção espacial e a habilidade motora de representação espacial.
O segundo momento de avaliação ocorre no trabalho em grupo, quando os integrantes, coletivamente, analisam as ilustrações dos colegas para em seguida elaborar uma versão final da representação.
O terceiro momento de avaliação pode acontecer ao final do trabalho, quando os grupos apresentam suas maquetes expondo à turma os resultados do trabalho.
É possível ainda fazer uma avaliação diagnóstica de competências e habilidades associadas à oralidade e à compreensão da organização do espaço geográfico e dos procedimentos de observação e registro.
Para finalizar, sugiro realizar uma roda de conversa com os grupos e fazer uma avaliação da atividade como um todo, do envolvimento dos grupos e da participação. Isso pode inclusive ser concluído com um pequeno texto coletivo em que os estudantes apresentem suas impressões sobre a experiência.

Expectativas de aprendizagem:
Durante e ao final do processo, espera-se que os alunos:
• se apropriem de procedimentos de observação sistemática e representação espacial;
• desenvolvam habilidades associada à representação cartográfica do espaço por meio da observação e descrição;
• se apropriem de procedimentos de execução de trabalhos em equipe;
• desenvolvam censo crítico, capacidade de expressão oral e conscientização sobre a dimensão ambiental.

Para ampliar a discussão:
NOGUEIRA, Amélia R. B. Mapa mental: recurso didático no ensino de geografia no 1º grau. Dissertação de mestrado. São Paulo: DG-USP, 1994.
FONSECA, Eugênio Pacceli da. Cartografia: mapas e arte. Disponível em: https://cartografiaescolar.wordpress.com/cartografismo/. Acesso em: mar. 2017.
SIMIELLI, M. Elena Ramos et al. Do plano ao tridimensional: a maquete como recurso
didático. In: Boletim paulista de geografia n. 70, São Paulo: AGB, pp. 5-21, 1992.

Autor da oficina: Marcos Roberto dos Santos, professor e mestre em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP).

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