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ACERVOEXPERIMENTE — REFRESCAR A CUCA NA MATEMÁTICA...

Refrescar a cuca na Matemática


Acompanhamento dos estudantes no desenvolvimento do Refresca cuca
Depois da exploração, é hora de dialogar sobre o ato de jogar. Questione os estudantes a respeito das impressões sobre o jogo.
Esse momento é importante para alinhar o que você observou com o que os alunos sentiram e descobriram ao vivenciar o jogo. A seguir, apresentamos algumas sugestões de questionamento.
• O que acharam do jogo? Por quê?
• Quem ganhou? A meta estabelecida, ou seja, o porto primeiramente desejado foi alcançado ou foi preciso mudar a meta?
• Como resolveram os cálculos (somas/subtrações)?
• Descobriram algum truque, por exemplo, quando não podiam alcançar 45 pontos em 5 jogadas? (Fazer escolhas entre derrubar o balde correspondente ao total ou os baldes relacionados aos valores dos baldes. Isso porque deixar os baldes marcados com os números 7, 8 ou 9 poderia prejudicá-los, por correrem o risco de alcançar esse total mais rapidamente e consequentemente perder pontos ou jogadas.)


Fechamento
Professor, este Experimente pode ser realizado como uma atividade isolada ou incorporado à sua metodologia aplicada em sala de aula ao desenvolver jogos on-line com os estudantes.
O encaminhamento apresentado aqui buscou proporcionar a você e aos estudantes um movimento mais fluido, ou seja, uma ação de autonomia, procurando trazer aprendizagens individuais e coletivas quando o objeto envolvido é o jogo em ambiente digital.
Como dissemos anteriormente, o acesso a esses jogos, em computadores, tablets ou celulares, provoca os usuários a investigar, ir e voltar, “acertar e errar”, retomar, recuperar caminhos e estratégias, antecipar, projetar, ler, interpretar, compreender, enfim, uma grande atividade mental e física. Por isso, trouxemos uma proposta menos diretiva, sem encaminhamentos passo a passo.
A finalização da atividade será dada pela definição do tempo/período em que o jogo ocorrer. Se estiverem em um local próprio, por exemplo, no laboratório de informática, é muito comum que os estudantes estejam empolgados e agitados na hora de voltar à sala de aula. Se isso ocorrer, deixe-os conversar entre si, pois é o momento de fomentar as ideias discutidas e vivenciadas no jogo. Aos poucos eles vão se acalmando. 
Participe da conversa, não somente como professor, mas também como jogador. Lembre-se de que fuçou, jogou e descobriu coisas sobre o jogo, assim você também tem o que dizer, não é mesmo?
Observe que não se trata de um jogo que se esgota em uma atividade. Sempre que for possível e pertinente, convide-os a jogar. Você perceberá que, a cada oportunidade, eles farão mais descobertas, estarão mais habilidosos nos cálculos e mais entusiasmados a aprender. Nesse momento, você poderá observar avanços e entraves relacionados aos conteúdos, às estratégias e aos conceitos. Além de observar, registre o que julgar mais importante. Tais anotações serão úteis na elaboração de intervenções e estratégias que realmente levem os educandos à apropriação de conhecimentos.


Avaliação
Professor, a avaliação estará presente em todo o processo, já que observar, acompanhar, participar e se envolver com os estudantes na ação do jogo sempre lhe permite aproximar-se de seus saberes e de suas aprendizagens. Além disso, é possível realizar intervenções que os provoquem a pensar sobre novos caminhos ou reafirmar os escolhidos.
Assim, com base nas finalidades estabelecidas no momento do planejamento e nas intencionalidades da presença do Refresca cuca (ou qualquer outro jogo) na sala de aula, você poderá utilizar situações do jogo como contexto de referência, elaborando uma atividade que simule alguma situação vivenciada durante o desenvolvimento dele.
Para aprofundar
Livros:
SMOLE, Kátia Stocco; DINIZ, Maria Ignez; CANDIDO, Patrícia. Jogos de matemática de 1º a 5º ano. Porto Alegre: Artmed, 2007. (Série Cadernos do Mathema.)
MACEDO, Lino de; PETTY, Ana Lúcia; PASSOS, Norimar Christe. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2005.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2009.
______. O jogo e a Educação Infantil. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
Sites:
Revista Nova Escola – Jogo “Feche a caixa”.
Educar para crescer – Tecnologia presente na sala de aula.
Canais sobre games no YouTube:
Coisa de Nerd
Venom
Extreme
Acessos em: set. 2016.


Autoras da oficina: Sandra Amorim e Silvia Longato, educadoras especializadas em Educação Matemática.

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COMENTÁRIO(S)
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TANIA CRISTINATANIA CRISTINA disse em 30/09/2016 08h33
Sou super a favor do desenvolvimento de jogos nas salas de aula. As crianças precisam do lúdico, não é o jogar por jogar, mas um jogo desenvolvido intencionalmente com objetivos claro o que exige um bom planejamento do professor (isso é um outro assunto). Visito, no Vale do Ribeira, muitas escolas, diferentes salas de aula, com diferentes realidades e vejo que ainda falta muito investimento para que todas as escolas tenham acesso a um laboratório de informática ou mesmo a alguns computadores para o desenvolvimento dos jogos online, os quais contribuem e muito para o desenvolviemnto das diferentes competências dos nossos alunos em todas as disciplinas. Hoje, os alunos são tecnológicos e todos, independente da escola ser de zona rural ou urbana, devem ter seu direito a aprendizagem garantido. Há necessidade das prefeituras investirem um pouco mais na educação... na formação dos professores...
TELMA CRISTINATELMA CRISTINA disse em 14/09/2016 23h52
Que bacana aplicar o ensino e gêneros em Matemática, ou seja, as condições de recepção do texto aliada a jogos matemáticos. Agora acho que muitos da Área saberão o que é trabalhar leitura nas modalidades e Disciplinas! Já indiquei para minha amiga , professora de Matemática!
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