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ACERVOEXPERIMENTE — REFRESCAR A CUCA NA MATEMÁTICA...

Refrescar a cuca na Matemática


Sugestão de encaminhamento
Professor, no item “Início de conversa”, apresentamos uma sucinta abordagem sobre o trabalho com jogos em sala de aula, sem nos preocupar com os tipos de jogos ou com um conhecimento específico. Nosso objetivo foi levá-lo a refletir sobre os aspectos didático-metodológicos, ou seja, concepção, metodologia e objetivos da utilização de jogos nas aulas. Os aspectos abordados na introdução também servem de apoio quando for disponibilizar aos estudantes jogos desenvolvidos em ambientes virtuais.
O jogo que propomos levar à sala de aula ou a um lugar próprio, com computadores ou tablets, é o Refresca cuca, da Plataforma do Letramento. Seu objetivo é explorar questões matemáticas relacionadas às habilidades de contagem (operações de adição e subtração) por meio da resolução de problemas.
Antes de planejar e propô-lo aos estudantes, convidamos você a experimentar, e porque não dizer, a “fuçar” esse jogo! O que isso significa? Vários são os jogos disponibilizados em aplicativos de celular, redes sociais, entre outros, e em muitas situações conversamos com pessoas próximas (filhos, amigos, pais, etc.) sobre esses jogos. O tempo parece “voar” quando estamos jogando.
A proposta de “fuçar” é justamente para convidá-lo a conhecer, descobrir como se joga, quais são as personagens, os diálogos, as regras, os comandos, fazer uma jogada e ver o que não deu certo, tentar de outra maneira, identificar e perceber como os conhecimentos matemáticos compõem os cenários e os problemas apresentados.
Hoje é possível encontrar youtubers que se dedicam a mostrar suas reações ao ter contato pela primeira vez com um jogo, ou seja, experimentam, retomam, analisam melhor suas escolhas, enfim, contam às outras pessoas como podem jogar e quais são os desafios envolvidos. 
Agora, que tal brincar como se fosse um youtuber jogando o Refresca cuca (para falar sobre ele) pela primeira vez? Para ajudá-lo nesse “fuçar”, sugerimos este passo a passo:
• acesse a página inicial do jogo atentando para informações, imagens, personagens, sons, música, botões de acesso às regras e às instruções etc.;
• repare como o jogo funciona (botões que precisou apertar para dar início ao jogo, leituras das instruções, sinais de alerta, informações sobre o jogo, regras etc.);
• observe como os jogadores são marcados (como me reconheço no jogo, quem sou eu e quem é meu adversário etc.);
• ao iniciar o jogo, procure aplicar as regras e os comandos, identificar a presença do conhecimento matemático e as habilidades mobilizadas;
• durante o jogo; observe os comandos e os objetivos em cada ilha; como os desafios se apresentam em cada ilha.
Enfim, dedique-se a descobrir “macetes”, táticas que ajudem o jogador a ultrapassar os desafios propostos em cada ilha e navegar de um porto ao outro.


Conversa inicial com os estudantes
Antes de iniciar o jogo com os alunos, sugerimos que converse com eles sobre os jogos que eles já acessaram ou acessam em computadores, tablets ou celulares. Pergunte a eles quais são os jogos preferidos; os motivos por que gostam desses jogos; como eles funcionam; como são feitas as pontuações; quando passam de fase; se há perda de pontos e como e quando isso acontece; como sabem que o jogo acabou ou se existe um ganhador; o que e como fazem para jogar um jogo ou ir a uma fase nova.
O objetivo é possibilitar o diálogo entre você e sua turma, que lhe permita aproximar-se da cultura digital vivida pelos estudantes fora do ambiente escolar. Além disso, você poderá perceber habilidades, conhecimentos e competências dos educandos, que muitas vezes passam despercebidas.


Desenvolvimento do jogo em sala de aula
É hora de levá-los ao ambiente onde terão acesso ao jogo. Organize sua turma em duplas ou trios. Ao formar os grupos, leve em conta a produtividade, ou seja, a colaboração, o diálogo, a troca de conhecimentos entre os estudantes.
Oriente os grupos no acesso ao jogo e dê um tempo para que observem, analisem, se familiarizem e decidam por iniciar o jogo.


Acompanhamento dos estudantes na exploração do Refresca cuca
Depois que os grupos tiverem “desvendado” o jogo, é o momento deixá-los agir “sozinhos”. Acompanhar, observar será a sua tarefa. Dê a eles o direito de “fuçar”.
Diga que deverão descobrir como se joga. Procure observar se e de que modo eles vivenciam situações importantes, como:
• localizar o botão de iniciar;
• ler as instruções antes de iniciar ou descobrir à medida que jogam;
• ter curiosidade em saber o porquê das imagens e quem são as personagens antes ou durante o jogo;
• ler os comandos e compreender o que devem fazer para atingir a meta;
• reagir, calcular, resolver somas e subtrações que surgem como desafios nas ilhas.

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COMENTÁRIO(S)
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TANIA CRISTINATANIA CRISTINA disse em 30/09/2016 08h33
Sou super a favor do desenvolvimento de jogos nas salas de aula. As crianças precisam do lúdico, não é o jogar por jogar, mas um jogo desenvolvido intencionalmente com objetivos claro o que exige um bom planejamento do professor (isso é um outro assunto). Visito, no Vale do Ribeira, muitas escolas, diferentes salas de aula, com diferentes realidades e vejo que ainda falta muito investimento para que todas as escolas tenham acesso a um laboratório de informática ou mesmo a alguns computadores para o desenvolvimento dos jogos online, os quais contribuem e muito para o desenvolviemnto das diferentes competências dos nossos alunos em todas as disciplinas. Hoje, os alunos são tecnológicos e todos, independente da escola ser de zona rural ou urbana, devem ter seu direito a aprendizagem garantido. Há necessidade das prefeituras investirem um pouco mais na educação... na formação dos professores...
TELMA CRISTINATELMA CRISTINA disse em 14/09/2016 23h52
Que bacana aplicar o ensino e gêneros em Matemática, ou seja, as condições de recepção do texto aliada a jogos matemáticos. Agora acho que muitos da Área saberão o que é trabalhar leitura nas modalidades e Disciplinas! Já indiquei para minha amiga , professora de Matemática!
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