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ACERVOEXPERIMENTE — REALIZAR UMA OFICINA DE NAVEGAÇÃO COM A TURMA...

Realizar uma oficina de navegação com a turma


Sugestão de encaminhamento:
Inicie a atividade perguntando aos alunos em que direção fica o Leste e como eles chegaram a essa resposta. A partir daí, questione sobre os demais pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste). Verifique o grau de dificuldade que os estudantes apresentam para identificar as direções e os recursos que utilizam para descobrir ou identificar essas informações. Apresente a eles uma bússola e pergunte como funciona e para que serve. Explique como utilizar esse instrumento e deixe que o manuseiem, orientando-os a descobrir alguns pontos cardeais e colaterais. Em seguida, trabalhe outras formas de orientação, por meio da observação da natureza, que auxiliam na identificação das direções. Por exemplo:
• com base no movimento de rotação da Terra − o Sol nasce sempre a Leste, assim, com a mão direita apontada para essa direção e a esquerda para a direção oposta (Oeste), a nossa frente estará o Norte e a nossas costas estará o Sul;
• na observação de aspectos da paisagem natural − geralmente, em áreas florestadas o lado mais úmido dos troncos das árvores ou pedras, onde aparece o limo ou musgo, isto é, o lado menos exposto à luz solar, indica o Sul, no caso do hemisfério Sul;
• a Lua em sua fase crescente tem o formato de um “C” sendo suas duas pontas voltadas para Leste; já na minguante tem o formato de um “D” com as respectivas pontas voltadas para Oeste.
Em seguida, questione sobre como os estudantes veem o espaço a sua volta, a cidade, o bairro, a escola. Pergunte se eles conseguem se localizar nesses espaços e quais são suas principais dificuldades. Em seguida, apresente uma imagem de satélite por meio do aplicativo GoogleEarth, mostrando a área e a localização da escola, destacando elementos do entorno (prédios, ruas, praças etc.). Não informe que se trata da área da escola, deixe que investiguem e pergunte se eles reconhecem a região. Questione sobre o que pode ser observado na imagem e como a tecnologia moderna favorece a orientação no espaço terrestre.


Construindo uma bússola:
Organize a turma em quartetos para a produção de uma bússola. Providencie antecipadamente os materiais necessários para esse trabalho (veja na página 1).
• Recorte a folha de papel nas mesmas dimensões do fundo do recipiente.
• Desenhe quatro eixos sobrepostos para indicar as direções (Norte-Sul, Leste-Oeste, Nordeste-Sudoeste, Noroeste-Sudeste) fixando o papel no fundo do recipiente. 
• Coloque o palito de picolé sobre a borda do recipiente plástico e fixe com fita adesiva (é preciso ficar bem fixado).
• Amarre uma das pontas da linha no centro do palito e a outra ponta no meio do prego ou da agulha, que deve ficar bem no centro para manter o equilíbrio. O prego ou a agulha ficarão livres e suspensos dentro do recipiente sem tocar o fundo.
• Pinte uma das extremidades para indicar o Norte magnético.
Está pronta sua bússola. Agora é preciso imantar a agulha. Para isso, esfregue o ímã no prego ou na agulha e a deixe livre para que ela naturalmente aponte para o Norte.


Agora que as bússolas estão prontas...
Convide os alunos para um desafio: participar de uma corrida de navegação. Nessa corrida, o importante não é apenas chegar, mas também utilizar a bússola construída por eles. A ideia é percorrer determinado percurso no entorno da escola obedecendo orientações descritas em um roteiro de navegação previamente estabelecido pelo professor.
Providencie uma imagem retirada do GoogleEarth (veja um exemplo abaixo) com a localização da escola e seu entorno. Nessa imagem, assinale um trajeto simples no entorno da escola e indique pontos e caminhos a ser percorridos pelos alunos, organizados em grupos.
O objetivo da corrida de orientação é percorrer o percurso predeterminado e assinalar a direção percorrida em cada um dos trechos do percurso total. Para isso, cada grupo receberá uma tabela, na qual, com o auxílio da bússola, marcará a direção tomada para percorrer o trajeto. Os grupos farão o percurso acompanhados do professor, e o vencedor da corrida será o grupo que percorrer o trajeto no menor tempo e com o menor número de erros no preenchimento da tabela (veja modelo a seguir):
Para ampliar a discussão:
ARCHELA, R. S., BARROS, M. V. F., MARQUIANA, F. V. B. G. Orientação no mapa e pelo mapa. Revista do Departamento de Geografia da Universidade de Londrina, v. 13, n. 2, 2003.
LUNKES, R. P.; MARTINS, G. Alfabetização cartográfica: um desafio para o ensino de geografia. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/>. Acesso em: jun. 2016.


Para avaliar:
A avaliação da atividade pode ocorrer em três etapas:
I. verificação de conhecimentos prévios dos alunos com relação às formas e ao sentido de orientação;
II. participação e envolvimento na elaboração da bússola;
III. execução da corrida de navegação, em que o importante é que os alunos consigam utilizar a bússola corretamente ao preencher a tabela de navegação.
É importante também promover uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem o que acharam da atividade e avaliem o que aprenderam durante esse processo.


Expectativas de aprendizagens:
Espera-se que os alunos se apropriem de procedimentos de observação e orientação no espaço utilizando bússola; e de uso e preenchimento de dados em tabelas. Espera-se também que desenvolvam habilidades motoras e cognitivas associadas à elaboração e à construção de equipamento simples de navegação. Além disso, a atividade possibilita a conscientização sobre a importância do trabalho em equipe e do censo de orientação espacial.


Autor da oficina: Marcos Roberto dos Santos, professor e mestre em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP).

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COMENTÁRIO(S)
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h29
Material rico, objetivo e bastante acessível ao aluno. O que devemos fazer é não deixar passar essas oportunidades. Devemos nos esforçar para adotar, em nossas aulas, toda estratégia que facilite a construção do conhecimento de uma maneira bem menos sofrida. Agindo assim estaremos facilitando a aprendizagem e aprendendo ao mesmo tempo.
LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h29
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h29
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h29
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h29
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h29
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h29
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h29
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h29
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h29
Material rico, objetivo e bastante acessível ao aluno. O que devemos fazer é não deixar passar essas oportunidades. Devemos nos esforçar para adotar, em nossas aulas, toda estratégia que facilite a construção do conhecimento de uma maneira bem menos sofrida. Agindo assim estaremos facilitando a aprendizagem e aprendendo ao mesmo tempo.
LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h28
Material rico, objetivo e bastante acessível ao aluno. O que devemos fazer é não deixar passar essas oportunidades. Devemos nos esforçar para adotar, em nossas aulas, toda estratégia que facilite a construção do conhecimento de uma maneira bem menos sofrida. Agindo assim estaremos facilitando a aprendizagem e aprendendo ao mesmo tempo.
LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h28
Material rico, objetivo e bastante acessível ao aluno. O que devemos fazer é não deixar passar essas oportunidades. Devemos nos esforçar para adotar, em nossas aulas, toda estratégia que facilite a construção do conhecimento de uma maneira bem menos sofrida. Agindo assim estaremos facilitando a aprendizagem e aprendendo ao mesmo tempo.
LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h28
Material rico, objetivo e bastante acessível ao aluno. O que devemos fazer é não deixar passar essas oportunidades. Devemos nos esforçar para adotar, em nossas aulas, toda estratégia que facilite a construção do conhecimento de uma maneira bem menos sofrida. Agindo assim estaremos facilitando a aprendizagem e aprendendo ao mesmo tempo.
LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h28
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h28
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LUZIALUZIA disse em 01/07/2016 23h28
Material rico, objetivo e bastante acessível ao aluno. O que devemos fazer é não deixar passar essas oportunidades. Devemos nos esforçar para adotar, em nossas aulas, toda estratégia que facilite a construção do conhecimento de uma maneira bem menos sofrida. Agindo assim estaremos facilitando a aprendizagem e aprendendo ao mesmo tempo.
ANA ILZAANA ILZA disse em 29/06/2016 13h51
Muito bom ! Creio que se na minha época de estudos já existisse essa preocupação com localização espacial e leitura cartográfica não teríamos tanta dificuldade em consolidar com os alunos essa expectativa de aprendizagem com os alunos.Só podemos ensinar o que já sabemos temos que nos preparar primeiro para propor essa oficina com os discente.
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