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ACERVOEXPERIMENTE — CRIAR FANZINES E COMPARTILHAR HISTÓRIAS...

Criar fanzines e compartilhar histórias

Início de conversa:
Faça você mesmo, faça para entender, crie um mundo novo.” Essa frase de Redson Pozzi, músico brasileiro engajado ao movimento punk rock, define o espírito do fanzine.

Os fanzines, termo criado pela união de duas palavras em inglês − fanatic (fã) e magazine (revista) −, surgiram na década de 1930 como publicações amadoras de baixo custo feitas artesanalmente por fãs de ficção científica para divulgar seus textos. Ao longo do tempo, com os movimentos juvenis dos anos 1960, e em face da censura, os fanzines se expandiram e abarcaram outros grupos − como punks, feministas, veganos, aficionados por jogos eletrônicos, cinéfilos − e gêneros textuais − quadrinhos, resenhas de cinema, literatura, poesia, fotografia e demais expressões artísticas.


Produzidos artesanalmente e reproduzidos por meio de fotocópia (xérox), mimeógrafos e recentemente a digitalização, são publicações feitas em pequenas tiragens, sem fins lucrativos, que priorizam a criatividade, o (re)uso de materiais disponíveis e a troca de exemplares.

Também chamadas de zines, essas publicações iniciam-se como espaço para discutir, trocar informações e divulgar trabalhos amadores acerca de um tema. Partindo do princípio “faça você mesmo”, as temáticas, as formas e os materiais para compor um fanzine são quase ilimitados, como veremos. Assim, produzir fanzines no ambiente escolar é uma experiência riquíssima, pois abarca todas as disciplinas e inclui os saberes dos alunos, valorizando suas habilidades e integrando-as na produção final de um exemplar que pode ser compartilhado com todos.

A proposta desta atividade é compor um fanzine com a turma, dentro de uma temática definida, e ao final trocar e expor os materiais produzidos.

Objetivos:
• conhecer o universo artístico-cultural das publicações alternativas chamadas fanzines, e suas formas de produção;
• conhecer as formas de criação e produção de fanzines, com seus diferentes formatos, composições e materiais;
• estimular a construção coletiva e o compartilhamento de narrativas entre os participantes;
• com base em um tema, elaborar textos e imagens, que podem ser integrados por ilustrações, colagens e fotografias, que comporão os fanzines;
• promover troca e exposição dos materiais produzidos.

Público-alvo: alunos do Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio.

Material:
• lápis grafite ou lapiseira e borracha;
• lápis de cor, giz de cera ou canetinhas de várias cores;
• cola em bastão; 
• tesouras sem ponta;
• folhas sulfite; 
• revistas e jornais para recorte;
• aparelho para escanear os fanzines produzidos (se for possível).

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COMENTÁRIO(S)
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ANA ILZAANA ILZA disse em 19/07/2016 14h03
A criatividade transcende o pensamento humano,temos habilidades que nem nós mesmos sabemos.Assim também são nossos alunos precisamos acreditar que dentro da nossa sala pode ter um grande artista.
ANA ILZAANA ILZA disse em 19/07/2016 14h03
A criatividade transcende o pensamento humano,temos habilidades que nem nós mesmos sabemos.Assim também são nossos alunos precisamos acreditar que dentro da nossa sala pode ter um grande artista.
CLEIDE APARECIDACLEIDE APARECIDA disse em 05/07/2016 14h46
Ja havia feito com meus alunos, percebi o quanto eles são criativos. A aula ficou mais dinamica e leve. O trabalho ficou sensacional, eles fizeram fanzines de que incluiam varios temas. Muito bom um otimo estimulo para a criatividadde e inovação.
ROZANE HOY BORBAROZANE HOY BORBA disse em 24/06/2016 20h27
Amei conhecer este outro lado do fanzine e como os jovens trabalhavam com suas ideias.
ANA PAULAANA PAULA disse em 16/06/2016 18h51
Adorei a ideia, ainda não conhecia esse trabalho, muito bom.
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