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ACERVOEXPERIMENTE — PRODUZIR UMA PLAYLIST COMENTADA COM A TURMA...

Produzir uma playlist comentada com a turma

Início de conversa
“Dedico esta música para Guilhermina Viana, do Largo do Rosário.” Quem nunca recebeu ou dedicou uma música a alguém, gravou uma fita ou lembrou algo (ou alguém) ouvindo alguma canção? É praticamente impossível dizer não a todas essas perguntas. As tecnologias digitais de comunicação e informação (TDIC) facilitaram muito essas ações. Podemos, por exemplo, enviar a qualquer momento uma canção para alguém, que pode ouvi-la instantaneamente (ou quando quiser). Com os dispositivos móveis, também podemos ouvir música em quase todos os lugares.


As TDIC permitem que qualquer um de nós faça coisas que antes só iniciados (ou profissionais) faziam ou que nós mesmos fazíamos dispendendo muito mais esforço e tempo. Conhecer um CD de um compositor tal e qual ele o concebeu − a ordem das canções planejada, o encarte, as imagens, o design da capa (e da contracapa), entre outros − é algo que permite entender melhor a proposta apresentada pelo artista, ampliando os sentidos de suas composições. Mas isso não impede que depois queiramos ou possamos ouvir só algumas das canções de um CD, na ordem em que escolhermos, misturadas ou não às de outros CDs e compositores/cantores. Antigamente, tínhamos que gravar fitas para isso. Gravávamos faixas de LPs ou músicas que tocavam em rádio. Quase sempre traziam o jingle da rádio ao final, que tínhamos que cortar, muitas vezes de forma abrupta. Tínhamos que ouvir a música inteira e apertar as teclas REC no início de cada gravação e STOP ao final. Gastávamos muitas horas para gravar uma fita com cerca de 20 músicas. Hoje, gastamos apenas alguns minutos para selecionar músicas e montar uma playlist com uma infinidade delas.


Essa sequência de músicas pode vir acompanhada de apresentações, relatos, apreciações e comentários, de forma semelhante a um programa musical de rádio, podendo então ser chamada de playlist comentada. Ela pode intercalar texto escrito e os links das canções ou pode contar com uma locução − nesse caso, o texto é oral, o que supõe a utilização de algum editor de áudio. Aqui será proposto o segundo tipo, mas nada impede que as atividades sejam adaptadas para contemplar o primeiro tipo descrito.


Objetivos:
• possibilitar que os alunos exerçam a curadoria, elegendo um critério para seleção e organização de canções e operando escolhas de forma adequada;
• desenvolver habilidades de leitura, tais como localização de informações explícitas, realização de inferências, estabelecimento de relações de intertextualidade, de relações entre o verbal e o não verbal, entre outras, na compreensão das canções, seja para decidir se pode ou não ser incluída em uma dada playlist, seja para refletir sobre que comentários sobre ela são pertinentes;
• desenvolver procedimentos de busca e tratamento de informações, ao procurar informações sobre as canções e ao tratá-las, parafraseando, com base em diferentes fontes, para construir um texto articulado (procedimento que permite evitar o “copiar e colar”);
• desenvolver habilidades relacionadas às práticas de descrever, explicar e apreciar/comentar/argumentar;
• promover situações em que os alunos sejam mais protagonistas e lidem com a diversidade, com as diferenças de forma respeitosa;
• promover situações em que os multiletramentos sejam ampliados, tanto do ponto de vista de contemplar diferentes culturas, como do ponto de vista de contemplar diferentes linguagens e mídias, possibilitando a formação de um usuário de ferramentas competente, um “analista” crítico, que compreende implícitos e escolhas feitas, e um sujeito que use tudo isso de forma transformadora (COPE e KALANTZIS, 2005), para efetivar seus projetos comunicativos;
• apropriar-se de critérios de apreciação estética;
• desenvolver habilidades ligadas ao uso da linguagem oral pública, mais especificamente relacionadas à locução de programas de rádio.

Público-alvo: alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Para os anos iniciais do EF − 1º, 2º, 3º e 4º ano −, uma alternativa é a produção coletiva de uma playlist da turma que toma o professor como escriba de parte dos textos. 

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